UOL Esporte Libertadores
 
18/03/2010 - 07h00

Com clima de Beira-Rio cheio, Inter quer desbancar surpreendente Cerro

Jeremias Wernek
Em Rivera, Uruguai

A terceira rodada do grupo 5 da Libertadores põe frente a frente brasileiros e uruguaios com Cerro e Inter. Países vizinhos, amigos, mas rivais quando soa o apito. O cenário é uma cidade uruguaia, tomada por brasileiros que vão assistir a um time gaúcho, treinado por um uruguaio, buscando vencer o pequeno time que surpreende e ainda não sabe o que é perder. Para conseguir tal feito, Jorge Fossati faz mistério e ensaia, pela primeira vez no ano, mudar o esquema tático, usando o 4-4-2. Se no campo as coisas não funcionarem, das arquibancadas virá um apoio extra, na voz de 20 mil colorados.

As ruas de Rivera, distante 500 quilômetros da capital Montevidéu, ficaram mais brasileiras do que nunca nesta semana. Centenas de milhares de colorados rumaram para a cidade se preparando para o jogo do Cerro diante do Internacional. Enquanto brasileiros e uruguaios confraternizavam, o técnico do clube gaúcho mantinha segredo sobre sua escalação, fazia lobby em entrevista coletiva e deixava inúmeras interrogações na cabeça dos jornalistas. Pela vez primeira na temporada, o Inter deixa o sistema com três zagueiros. Adota mais armadores, com o regresso de D’Alessandro.

Não satisfeito em contar com a dupla formada pelo argentino e Giuliano, Fossati treinou Edu pela esquerda, como um falso ponteiro. O trio alimentará o centroavante Alecsandro, referência absoluta de marcação pressão e estilo de atacar desejado pelo comandante. “O Fossati treinou dois sistemas, duas formas diferentes. E lógico que um jogador inteligente antevê o que o treinador está pensando, até porque ele treinou um sistema mais do que outro”, analisou Alecsandro.

Lesões ajudam a definir escalação do Inter

As convicções de Jorge Fossati sempre foram claras. Atuar com uma linha de defensores fixos, liberar um ala, normalmente Kleber, e buscar um encaixe entre o meia central e os atacantes. De tudo isso, a única coisa que deu errado até o mesmo foi a última.

Sem poder contar com Bolívar, com dores no joelho esquerdo, tendo Fabiano Eller ainda sem o melhor rendimento físico, o treinador vermelho mantém Sorondo – até pela ligação com a cidade palco do confronto, e Índio.

Vencer, vencer e assumir a ponta

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Por todo o contexto criado em Livramento – Rivera, o Inter sente-se em casa. Mesmo que não admita publicamente. Nas declarações de jogadores e dirigentes, a palavra é respeito. Toda via, a meta é atacar desde o primeiro minuto no estádio Atílio Paiva. O conceito da comissão técnica do Internacional é de que o Cerro vai esperar o adversário sair para ocupar espaços.

Quanto ao adversário, com duas vitórias na Libertadores, líder com vantagem de dois pontos na chave, busca consolidar a boa fase. O pequeno Cerro aceitou a proposta de empresários para transferir seu jogo com o Inter de Montevidéu para Rivera. Objetivo claro de arrecadar mais. O técnico Pablo Repetto vai repetir o time do último jogo, contra o Emelec, em Guayaquil.

CERRO X INTERNACIONAL

Data: 18/03/2010 (quinta-feira)
Horário: 19h15 (horário de Brasília)
Transmissão de TV: Sportv (para todo o Brasil)
Local: estádio Municipal Atílio Paiva, em Rivera; Uruguai
Árbitro: Saúl Laverni
Auxiliares: Diego Romero e Ariel Bustos

Cerro
Rolero; Asconeguy, Pablo Mello, Ibañez e Leites; Caballero, Pellejero, Suarez e Dadomo; Alejandro Mello e Rodrigo Mora.
Técnico: Pablo Repetto

Internacional
Abbondanzieri; Bruno Silva, Índio, Sorondo e Kleber; Sandro, Guiñazu, Edu, D’Alessandro e Giuliano; Alecsandro
Técnico: Jorge Fossati
 

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