UOL Esporte Libertadores
 
15/04/2010 - 16h07

Inter aponta que crescerá na hora certa e prega avaliação geral no trabalho

Jeremias Wernek
Em Porto Alegre

Entre os críticos mais severos do futebol do Internacional uma visão é unanime. Ainda falta assistir um jogo onde não se possa fazer ressalvas em grande quantidade, onde os erros sejam quase nulos e seja realmente possível confiar em um “algo mais”, quando este for exigido. Entretanto, no grupo de jogadores a palavra de ordem é manter a regularidade e ampliar a visão quando se cobra da equipe.

O discurso não é completamente uniforme. Mas entre os lideres do vestiário vermelho a postura é valorizar o que está sendo produzido dentro das quatro linhas. “Temos que manter regularidade. Não adianta começar bem e cair no meio da temporada”, disse o zagueiro Bolívar.

Com o empate no Equador, o clube gaúcho deixou escapar entre os dedos a chance de se classificar para as oitavas de final com uma rodada de antecedência. Adia a decisão exatamente para o confronto direto com o líder do grupo 5, o Emelec, e permite que as contestações retornem. “O Inter vem seguindo seu caminho, indo pelas beiradas, estamos no caminho certo. O objetivo está traçado”, completou Bolívar.

Desapego a melhor campanha

Nem tudo é ruim no Beira-Rio. O time de Jorge Fossati variou esquema, mudou inúmeras vezes dupla de ataque, mas tem uma defesa competente. Em cinco jogos levou apenas dois gols. Porém, o Inter tem que assistir, e conviver, com a comparação para com o Corinthians, que já está na próxima fase e também mostra solidez defensiva. “Não podemos nos apegar a campanha, temos que classificar. Estamos fazendo nossa parte, principalmente fora de casa, onde não se pode perder”, analisou Alecsandro, autor de dois gols no torneio.

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Outro que pede calma e tempo é o capitão Guiñazu. O gringo é o mais insatisfeito com o resultado que cerceou o Inter de algo melhor neste ponto da Libertadores. “Ainda falta muito para falar de campeão por que o caminho é longo. Primeiro precisamos classificar e depois falar disso”, determinou o argentino ao responder sobre o futebol de campeão, ainda não visto no Inter.

Se no Beira-Rio não há futebol semelhante ao da Vila Belmiro nem como o do time de Mano Menezes, existe um crescimento visível. Antes, a equipe de Jorge Fossati não tinha produção maciça de gols feitos pelo ataque. Recentemente, os atacantes foram responsáveis pelas vitórias marcando 11 gols nas últimas cinco partidas. “Aos poucos vamos conseguir alcançar um grande nível. O time está numa crescente e eu acredito que essa equipe tem muito a dar”, finalizou Bolívar.

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