UOL Esporte Libertadores
 
27/04/2010 - 07h00

Perto de 900 jogos, Ceni mescla segurança internacional com falhas nacionais

Carlos Padeiro
Em São Paulo

ALTOS E BAIXOS DE CENI NO ANO

  • EFE

    Na Libertadores, Rogério Ceni tem fechado o gol, como no 0 a 0 contra o Monterrey, fora de casa

  • Folha Imagem

    Em jogos nacionais, recebeu críticas. Assumiu o erro no gol de Roberto Carlos, contra o Corinthians

Recordista de jogos na história do São Paulo e o maior goleiro artilheiro do mundo, com 89 gols, Rogério Ceni se aproxima de mais uma marca relevante na sua carreira. Nesta quarta-feira, diante do Universitario, no Peru, o veterano de 37 anos completa 900 partidas com a camisa tricolor, em uma temporada na qual mescla grandes atuações pela Copa Libertadores com vacilos no Campeonato Paulista.

O ídolo da torcida não esconde sua preferência pelo torneio continental. Na primeira fase, ele ganhou destaque durante o empate por 0 a 0 com o Monterrey, no México, e nas vitórias sobre o Nacional por 2 a 0, no Paraguai, e 1 a 0 sobre o Once Caldas, no Morumbi.

Quando a bola rolou pelo Estadual, entretanto, Ceni não apresentou o mesmo desempenho. Contra o Corinthians, assumiu a falha no gol de Roberto Carlos, durante a derrota por 4 a 3 no Pacaembu. Contra o Santos, não conseguiu interceptar um cruzamento no segundo pau e viu Durval balançar as redes de cabeça e garantir o triunfo do rival em pleno Morumbi.

Os números comprovam um início de ano quase perfeito internacionalmente – levou apenas dois gols em seis partidas da Libertadores e anotou um de falta – e frustrante no cenário nacional – perdeu todos os clássicos que disputou.

“Tivemos jogos bons pelo Campeonato Paulista, mas acabou, falta um jogo só e nem estamos nele. Na Libertadores o nosso time vem sendo bastante competitivo e conseguiu se classificar como o segundo melhor geral na primeira fase. É um campeonato muito diferente do outro. A bola é diferente, o clima...”, comentou, durante o embarque para Lima, na manhã da última segunda-feira.

Ao ser questionado sobre o apelo da Libertadores para a torcida, interrompeu: “jogar pelo torcedor do São Paulo já existe um apelo natural.”

Mas frequentemente ele deixa claro a importância da competição das Américas. “Eu adoro a Libertadores. Gosto muito de jogar o Brasileiro, apesar de ser um pouco longo, mas a Libertadores é o que há. Mesmo sendo um time peruano, vai ter casa cheia, jogo duro, competitivo. Contra o Once Caldas, foram 20 ou 25 faltas. Contra o Santos foram mais de 60, qualquer encostadinha é falta. Acho muito legal esse tipo de competição, é disparada a que eu mais gosto de jogar”, declarou, em entrevista ao jornal Lance!.

“Se a gente pegar um ano sem Libertadores, não é a mesma coisa”, completou.

A estreia de Ceni como titular no seu torneio predileto ocorreu em 2004, justamente no Peru, contra o Alianza Lima. A equipe do Morumbi, à época comandada pelo técnico Cuca, ganhou por 2 a 1, e o goleiro balançou a rede em cobrança de falta.

Sempre que é indagado sobre as marcas que atinge na carreira, procura minimizar. “A preparação é a mesma. Completar 899 jogos ou 900 é a mesma coisa para mim. A diferença é que é um número redondo e chama a atenção de vocês da imprensa. Mas é claro que fico satisfeito porque já são quase 20 anos no clube”, apontou.

Rogério Ceni chegou ao São Paulo em setembro de 1990, quando passou em um teste para defender o time juvenil. Em 1993, aconteceu a sua primeira participação pela equipe principal, em uma goleada por 4 a 1 sobre o Tenerife, durante excursão pela Europa. Em 1997, virou titular absoluto após a saída de Zetti.

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