UOL Esporte Libertadores
 
28/04/2010 - 07h02

Corinthians começa mata-mata com aposta em 'espírito copeiro' da era Mano

Alexandre Sinato
No Rio de Janeiro
  • Mano Menezes tem bom desempenho no mata-mata desde que assumiu o Corinthians

    Mano Menezes tem bom desempenho no mata-mata desde que assumiu o Corinthians

A partir desta quarta-feira, o Corinthians colocará à prova seu poder de decisão. Ao iniciar as oitavas de final diante do Flamengo, no Maracanã, tentará mostrar que adquiriu o espírito copeiro pregado por Mano Menezes. De estratégias extracampo à postura durante os jogos, o time começa o mata-mata da Libertadores para provar que os dois anos e meio da filosofia catimbeira surtiram efeito.

Até agora, o desempenho do Corinthians em partidas eliminatórias sob o comando de Mano é satisfatório. Computadas as partidas da fase final do Paulista do ano passado e das duas edições da Copa do Brasil, a equipe alvinegra tem um aproveitamento de 70% dos pontos.

Foram 25 jogos decisivos, com 16 vitórias, cinco empates e quatro derrotas. Tal rendimento assegurou ao Corinthians o título do Paulista e da Copa do Brasil de 2009, além do vice na Copa do Brasil de 2008, no primeiro semestre de trabalho de Mano e com o elenco totalmente reformulado em relação à temporada anterior.

Nesse período, o time mostrou em boa parte dos jogos um comportamento considerado fundamental para resultados positivos em torneios com mata-mata. Frieza com o placar adverso, calma na busca pela reação e jogo de nervos contra rivais tão ou mais preparados.

O mesmo aconteceu fora de campo. Como fazia nos tempos de Grêmio, Mano fechou parte do treino da última terça-feira, na sede do Botafogo, para conversar em particular com o elenco e reforçar algumas jogadas.

A logística também entrou no clima. O Corinthians não divulgou o horário do voo da delegação ao Rio de Janeiro, tentando diminuir as chances de torcedores flamenguistas armarem um clima hostil focado principalmente em Ronaldo. O atacante, inclusive, viajou um dia antes, em segredo. O restante da delegação pegou um ônibus ainda na pista do aeroporto. Evitou o saguão e eventuais provocações.

“Não gosto de chamar para o técnico a responsabilidade de todas as decisões. Sempre temos que ver as questões que podem expor o clube a um desgaste. Neste caso, o pai da ideia é o menos importante, o objetivo foi evitar transtornos e deixar o elenco voltado para o trabalho nessas últimas horas fundamentais até o jogo”, comentou Mano.

Agora, resta o mais importante. A partir das 21h50 desta quarta, o Corinthians tenta dar o primeiro passo para avançar às quartas de final da Libertadores e eliminar um forte concorrente ao título. Será o maior teste do espírito copeiro do time cuja missão é faturar o torneio continental no ano do centenário alvinegro.

“Estamos preparando a equipe desde o começo para momentos como esse que vamos enfrentar agora. É preciso ter maturidade. Não vamos colocar a bola embaixo do braço e esperar o jogo da quarta que vem, temos que aproveitar as oportunidades que surgirem nos primeiros 90 minutos”, completou Mano.

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