UOL Esporte Libertadores
 
28/04/2010 - 11h00

Fascinante, Maracanã é território estranho a Ronaldo e 'dominado' por Adriano

Alexandre Sinato e Cauê Rademaker
No Rio de Janeiro

O Maracanã é tido como o principal palco do futebol brasileiro e talvez o mais tradicional de todo o mundo. Nele, Pelé fez boa parte de seus mais de mil gols. No entanto, com os grandes jogadores saindo cada vez mais cedo do Brasil, é cena incomum ver os astros nacionais brilhando no estádio. Ronaldo não foge à regra, mas Adriano surge como exceção.

OS ASTROS NO MARACANÃ

  • Arquivo/FI

    No Maracanã, Ronaldo nunca marcou e vai tentar quebrar este tabu pessoal nesta quarta-feira

  • Júlio Cesar Guimarães/UOL Esporte

    Em seu último gol no estádio carioca, o Imperador exibiu frase polêmica em camiseta sob o uniforme

Os dois, na noite desta quarta-feira, às 21h50, se enfrentarão no palco como principais protagonistas do duelo entre Flamengo e Corinthians pelas oitavas de final da Libertadores. Contudo, se o Fenômeno até então tem carreira mais completa que a do Imperador, com dois títulos da Copa do Mundo (1994 e 2002) e tendo sido eleito três vezes o melhor do mundo, é o camisa 10 rubro-negro quem leva a melhor no quesito Maracanã.

No estádio, que é um dos pontos turísticos mais visitados do Rio de Janeiro e deverá fechar para reformas em agosto, Adriano tem feito desde de seu retorno ao Flamengo jus ao apelido de Imperador. Ninguém fez mais gols que ele no local desde o ano passado. Já Ronaldo, que nesta noite pisará no gramado do palco apenas pela quarta vez na carreira, nunca balançou as redes do sexagenário Maracanã.

“Esse fato deve ser um objetivo dentro do jogo. Ele não vai ter mais muitas oportunidades como essa. Se um dos maiores jogadores do Brasil de todos os tempos passar em branco no Maracanã, vai ser uma frustração para todos nós”, comentou o técnico corintiano Mano Menezes.

Por sinal, além de jamais ter feito gol no estádio, Ronaldo nunca deixou um confronto vitorioso. Em 1993, perdeu por 2 a 1 para o Flamengo quando defendia o Cruzeiro. Em 1998, às vésperas da Copa do Mundo da França, jogou mal e a seleção brasileira perdeu por 1 a 0 para a Argentina.

Já no ano passado, participou de forma discreta do empate por 2 a 2 do Corinthians diante do Fluminense, que valeu a vaga ao Timão nas semifinais do torneio nacional, conquistado após decisão contra o Internacional.

Enquanto Ronaldo tentará entrar para a história do estádio, que tem Zico como maior artilheiro com 333 gols marcados, Adriano lutará para manter a boa fase no Maracanã. Desde sua volta ao futebol nacional em maio de 2009, já anotou 20 gols no palco, dos 31 feitos pelo Flamengo até aqui.

“A gente espera que o Adriano possa voltar a ajudar a gente, como no ano passado. Ele está treinando bem e aos poucos vai melhorar e voltar ser o Adriano do Brasileiro do ano passado. Ele estando bem, o time também estará”, disse o volante Maldonado.

O chileno se referia ao mau momento pelo qual o centroavante atravessa. Nesta quarta-feira, completará um mês que Adriano não balança as redes, desde o triunfo por 2 a 1, no Engenhão, diante do América. No Maracanã, o último gol foi na vitória por 1 a 0 contra o Vasco no dia 14 de março. Contudo, fase semelhante é vivida por Ronaldo, que tem apenas cinco gols na temporada.

“São dois fora de série. Já provaram isso ao longo dos anos, são dois craques. Tiveram alguns problemas durante a carreira, mas são craques e podem decidir uma partida a qualquer momento. O público ganha com a presença deles. A gente espera que o Adriano possa sair melhor, mas sabemos o que o Ronaldo representa e o potencial que ele tem”, concluiu o técnico rubro-negro Rogério Lourenço.

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