UOL Esporte Libertadores
 
04/05/2010 - 23h16

R. Gomes se irrita, diz que pressão é normal e defende atuação do SP

Do UOL Esporte
Em São Paulo
  • Foi sofrido, mas o São Paulo está nas quartas de final da Copa Libertadores. Na noite desta terça-feira, o time tricolor não conseguiu superar a retranca do Universitario, em pleno Morumbi, ficou no 0 a 0 e só garantiu a vaga nos pênaltis, por 3 a 1. Rogério Ceni errou a primeira cobrança, mas se redimiu com duas defesas e deixou o estádio aclamado por mais de 43 mil torcedores

    Foi sofrido, mas o São Paulo está nas quartas de final da Copa Libertadores. Na noite desta terça-feira, o time tricolor não conseguiu superar a retranca do Universitario, em pleno Morumbi, ficou no 0 a 0 e só garantiu a vaga nos pênaltis, por 3 a 1. Rogério Ceni errou a primeira cobrança, mas se redimiu com duas defesas e deixou o estádio aclamado por mais de 43 mil torcedores

As vaias dos torcedores a Ricardo Gomes foram constantes durante o empate do São Paulo com o Universitario por 0 a 0, na noite desta terça-feira, no Morumbi. A classificação obtida nos pênaltis (3 a 1) evitou uma crise no clube tricolor, e o treinador defendeu a atuação de sua equipe.

Sempre contido em suas entrevistas, Gomes se irritou com perguntas sobre a insatisfação de alguns jogadores do elenco por serem reservas e sobre a possibilidade de perder o emprego.

“Não estou aqui para me defender. Esse time [Universitario] pode ser fraco ofensivamente, mas sai da competição invicto e com a melhor defesa. Ainda bem que é em cima de mim a pressão, porque o time foi bem tecnicamente. Esses questionamentos são normais, mas já perdemos tempo demais falando sobre isso e quase não falamos sobre futebol”, observou o comandante são-paulino.

"Tenho o apoio da diretoria e faço meu trabalho. Não vou me alongar no assunto. É claro que os resultados são importantíssimos no futebol. A pressão é assim mesmo, é o normal nessa casa, e a diretoria tem a sua linha de conduta", acrescentou.

Marcelinho Paraíba entrou aos 47min do segundo tempo, mais um motivo para parte da torcida chamar o técnico de "burro", e não escondeu a sua irritação. Ao ser questionado sobre o tema, Ricardo Gomes foi ríspido na resposta, após um repórter de rádio dizer que o meio-campista não quis cumprimentá-lo antes de entrar em campo.

“Ele me deu a mão, sim. Você adora uma história. O melhor batedor de pênalti é ele [Marcelinho], e me preocupo com o melhor para o São Paulo. Não importa se o chamei cedo ou tarde. O nosso banco hoje tinha Cleber Santana, Leo Lima, Washington, Marcelinho... Você acha que eles estão satisfeitos na reserva? São jogadores acostumados a jogar e que não gostam de ficar no banco. Você quer fazer onda sobre isso e não vale a pena”, desabafou o treinador.

Minutos antes, João Paulo de Jesus Lopes, diretor de futebol do clube paulista, respondendo ao mesmo questionamento e comparando o caso Marcelinho com o descontentamento demonstrado por Washington e Cicinho em outras oportunidades, foi taxativo em afirmar que Gomes está firme no cargo: “De todos eles, o mais sólido é o Ricardo Gomes”.

O treinador considera as críticas da torcida normais, mas acredita que o coro pedindo “raça”, antes ainda do final do segundo tempo, foi injusto: “Raça não faltou. Deixamos o coletivo para fazer o jogo individual, tivemos pressa. O torcedor vem pra ver muitos gols e se não conseguirmos o resultado vai ser assim sempre. É benéfico porque o jogador sabe que aqui todo dia ele tem que melhorar, porque senão tem cobrança."

Um dos melhores do São Paulo na noite desta terça-feira, Rodrigo Souto lembrou seus tempos de arquibancada para compreender a atitude da torcida tricolor no Morumbi. “Torcedor vive de paixão. Quando estava do lado de lá, também queria que ganhasse, que marcasse gol. A equipe foi buscar ate o último minuto, não faltou dedicação nem empenho”, apontou o volante, que cabeceou uma bola no travessão no primeiro tempo.

Ricardo Gomes defendeu a postura do time, que, segundo ele, teve personalidade e garra. “Tem resultados que são da vida no futebol. Se fizéssemos um gol cedo, o jogo seria outro, eles teriam que se abrir mais. Fizemos de tudo, mas a bola não entrou”, lamentou. “Estamos com dificuldade no último e no penúltimo passe. Estamos com pouca inspiração, mas com adversário de melhor nível o jogo será diferente”, prometeu.

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