UOL Esporte Libertadores
 
06/05/2010 - 01h17

Mano lamenta início lento em 2010, assume culpa e evita 'caça às bruxas'

Alexandre Sinato
Em São Paulo

Com os olhos vermelhos, Mano Menezes tentou explicar a eliminação do Corinthians da Libertadores na noite desta quarta-feira. Logo depois de ouvir o presidente Andrés Sanchez reforçando o respaldo em seu trabalho, o treinador assumiu a responsabilidade pela queda nas oitavas de final, apontou a demora do time em engrenar como culpada, mas evitou aprofundar a análise negativa.

Alegando que o calor da eliminação ainda está muito forte, Mano não quis abrir a “caça às bruxas” interna. “Ainda devemos ter um pouco de calma. Está tudo muito recente e isso pode embaralhar um pouco a análise. Não quero avaliar mal as coisas. Faltou alguma coisa, mas hoje ainda é cedo para encontrar isso.”

O único ponto negativo identificado e divulgado por Mano foi a lentidão apresentada pelo time neste ano. Segundo ele, o Corinthians “versão 2010” demorou a engrenar. Muito por falta de cobrança interna, como admitiu o treinador.

“Talvez a gente tenha demorado para apertar mais, para nos cobramos internamente para valer como o futebol exige”, declarou Mano. “A partir do momento que isso aconteceu, antes do clássico contra o São Paulo, nosso desempenho foi bom, mas até ali faltou algo mais.”

O duelo com o rival tricolor aconteceu no final de março, no pior momento do time até então. O Corinthians havia sofrido duas derrotas consecutivas. Na segunda, Ronaldo foi vaiado pela primeira vez e minutos depois fez gesto obsceno à torcida. Mano, então, engrossou o discurso, distribuiu broncas aos jogadores e viu a equipe mostrar nova postura.

No entanto, em campo, esse atraso custou caro. O time soube jogar o suficiente para construir a melhor campanha da primeira fase da Libertadores, mas no primeiro teste mais complicado sucumbiu. Perdeu para o Flamengo por 1 a 0 no Maracanã e venceu por 2 a 1 no Pacaembu, na noite desta quarta. O gol fora classificou os rubro-negros.

“Mesmo não tendo feito gol no Maracanã, a partida esteve em nossas mãos hoje. Jogamos durante boa parte com a condição de sair com a vaga, mas o futebol é duro mesmo”, ponderou Mano.

Questionado sobre os principais responsáveis pela decepção, o treinador tomou a linha de frente. “Sou o comandante e quando as coisas não funcionam bem, como foi o caso na Libertadores, tenho que assumir essa responsabilidade. Deveríamos estar jogando um futebol um pouco melhor”, completou Mano.

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