UOL Esporte Libertadores
 
12/05/2010 - 11h30

Cruzeiro quer usar experiência de 2009, e São Paulo aposta em reformulação

Carlos Padeiro e Gustavo Andrade
Em São Paulo e em Belo Horizonte
  • Washington Alves/VIPCOMM

    Thiago Ribeiro (dir.) e Kléber comandam o melhor ataque do torneio. Juntos marcaram 15 gols

  • Ricardo Nogueira/Folha Imagem

    Rogério Ceni é o goleiro menos vazado da Libertadores - sofreu dois gols em oito partidas

Pelo segundo ano consecutivo, Cruzeiro e São Paulo se enfrentam pelas quartas de final da Copa Libertadores. O primeiro duelo acontece nesta quarta-feira, a partir das 21h50, no Mineirão, e a equipe celeste quer aproveitar a experiência de dois triunfos em 2009 para tentar eliminar o tricolor paulista novamente.

Já os são-paulinos apostam em uma reformulação geral, que vai do treinador ao elenco, para levar a melhor e se 'vingar' dos cruzeirenses. No ano passado, Muricy Ramalho comandava o time e foi substituído por Ricardo Gomes justamente após o revés no torneio continental. Além disso, jogadores como André Dias, Eduardo Costa, Zé Luis, Hugo, Borges e André Lima deixaram o clube.

O atacante Thiago Ribeiro admite que a lembrança do sucesso em 2009 é fator motivacional na Toca da Raposa. “A gente tem de usar o ano passado como motivação e precisa fazer no Mineirão o que aconteceu no passado, que é vencer, mas, desta vez, sem tomar gol. Se vencermos sem tomar gol, no segundo jogo teremos tranquilidade para jogar porque o Cruzeiro sempre faz gols”, avaliou.

“Isso está no passado. Quando eu cheguei aqui ninguém falou das eliminações, de jogos anteriores, nada disso. Vivemos um dia após o outro. Nenhum jogador falou sobre o Cruzeiro do ano passado. Já sabemos que será um jogo difícil e o que temos de lembrar são os erros para não repeti-los”, observou Cicinho, que retornou ao Morumbi após mais de três temporadas na Europa.

Em 2009, a equipe mineira, assim como acontecerá agora, abriu o confronto em casa. Diante de sua torcida, venceu por 2 a 1. O zagueiro Leonardo Silva abriu o placar aos 45min do primeiro tempo. Aos 12min da etapa final, Washington empatou. Oito minutos depois, Zé Carlos, que já deixou o time celeste, aproveitou cruzamento de Jonathan para garantir a vitória.

Na capital paulista, o volante Henrique marcou um belo gol de fora da área, aos 21min do segundo tempo. Aos 35min, Kléber, em cobrança de pênalti, fez o segundo e sacramentou a vaga na semi.

Cabe a Ricardo Gomes a responsabilidade de findar uma série de quatro fracassos diante de brasileiros. Em 2006, o São Paulo perdeu a final para o Internacional. Em 2007, 2008 e 2009, caiu diante de Grêmio, nas oitavas, Fluminense e Cruzeiro, nas quartas.

“Não é o mesmo time nem o mesmo treinador, mas a pressão é igual porque faz parte da história do clube. Aqui existe um passado vencedor, e ainda bem que é assim. Independentemente dos resultados da Libertadores nos anos anteriores, a expectativa é de vencer. Se não fosse contra o Cruzeiro, a pressão seria igual, é da casa”, comentou o treinador. Ele provavelmente deixará a equipe paulista em caso de derrota no mata-mata.

Jonathan seguiu outra linha de raciocínio e minimizou a reformulação no adversário. Para o lateral, a mudança no comando é um dos poucos fatores diferentes em relação à última temporada. “A única diferença é o treinador deles que mudou e a forma deles de jogar. De repente, eles podem vir com três zagueiros. São duas equipes que se conhecem muito. Tenho certeza que vai ser um jogo muito bom e tomara que o Cruzeiro saia vitorioso”, observou.

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