UOL Esporte Libertadores
 
12/05/2010 - 07h05

Lucro são-paulino no passado, Kléber e T. Ribeiro preocupam por boa fase

Carlos Padeiro e Gustavo Andrade
Em São Paulo e em Belo Horizonte

Maiores artilheiros da Copa Libertadores, Kléber e Thiago Ribeiro formarão a dupla de ataque do Cruzeiro diante do São Paulo nesta quarta-feira, no Mineirão, no primeiro jogo do confronto pelas quartas de final. Com saídas lucrativas do tricolor paulista, os dois atacantes cruzeirenses são a principal preocupação para a defesa que sofreu apenas dois gols em oito jogos na competição internacional.

ATACANTES PREOCUPAM TRICOLOR

  • Andres Stapf/Reuters

    Atacante Thiago Ribeiro, do Cruzeiro, diz não ter mágoa da forma como deixou o time do São Paulo

  • Gil Leonardi/Vipcomm

    Gladiador Kléber diz ter carinho com o São Paulo, mas não gostou de ter sido obrigado a deixar o país

Revelado pelo Rio Branco de Americana, Thiago Ribeiro retornou ao futebol brasileiro em 2005 para defender o São Paulo após passagem pelo Bordeuax. No tricolor, ele conquistou o Mundial Interclubes em 2005 e o Campeonato Brasileiro 2006. Dois anos após retornar ao Brasil, o atacante, que hoje é artilheiro da Libertadores com oito gols marcados, partiu para o Qatar, para defender o Al-Rayyan.

Numa transferência que rendeu US$ 7 milhões aos cofres do São Paulo, Thiago Ribeiro pôde lucrar com petrodólares. O atacante costuma dizer que não guarda mágoas do tricolor pela transferência que significou a sua segunda passagem pelo exterior logo aos 21 anos. Já o seu companheiro de ataque no Cruzeiro não segue a mesma linha.

Kléber foi revelado pelo São Paulo, despontando no segundo semestre de 2003. Contra sua vontade, foi negociado no começo de 2004 ao Dynamo de Kiev, onde atuou por quatro anos. “Realmente, saí do São Paulo sem querer sair. Eu tinha um carinho muito grande pelo clube e ainda tenho. É um clube que gosto muito, tenho amigos lá dentro, principalmente funcionários. Vivi ali quase dez anos da minha vida, não tem como não ter carinho pelo clube”, afirmou.

O atacante que ganhou o apelido de Gladiador voltou ao futebol brasileiro em 2008 para defender o Palmeiras. No entanto, se dependesse de Kléber, o seu destino teria sido o São Paulo. “Não queria sair e quando voltei, queria voltar para o São Paulo. Não foi possível, aconteceram algumas coisas e fiquei um pouco chateado, mas com o clube não. Gosto muito do clube, o torcedor sempre me apoiou. Não tenho mágoa nenhuma com o São Paulo, pelo contrário”, disse.

Embora diga que ainda tem grande carinho pelo São Paulo, Kléber foi bem recebido pelos torcedores do Palmeiras por seu estilo de jogo e passou a ter forte ligação com a torcida alviverde, o que já lhe causou problemas com a principal torcida organizada do Cruzeiro.

Na última temporada, após marcar um dos gols da vitória do Cruzeiro por 2 a 0 no Morumbi, que decretou a eliminação do São Paulo nas quartas de final da Libertadores, Kléber dedicou a queda do tricolor à torcida do Palmeiras. No entanto, o atacante afirma que não há motivação especial por enfrentar o clube que o revelou.

“Dá um gosto especial jogar quartas de final da Libertadores. Esse é um gosto especial. Não tenho gosto especial em jogar contra um ex-clube, não. O gosto é de jogar um jogo importante contra uma equipe tão importante, que é o São Paulo. Isso é a motivação maior. A gente espera vencer o jogo e comemorar depois”, observou Kléber, que, com sete gols, é o segundo colocado na tabela de goleadores da Copa Libertadores.

Para enfrentar os dois principais artilheiros da Libertadores, o São Paulo confia na sua defesa, a menos vazada da competição. No entanto, o técnico Ricardo Gomes acredita que os ex-são-paulinos entrarão em campo com mais vontade para mostrar serviço e admitiu preocupação. “Pode existir esse sentimento deles sim. É uma boa dupla que já joga junto há um bom tempo e está funcionando bem. Preocupa sim”, destacou.

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