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Daniel Cassol/UOL Esporte

Ao lado da esposa Andressa, Giuliano festeja título da Libertadores

19/08/2010 - 07h44

Goleador do Inter, Giuliano espera fama com paciência e mira seleção

Daniel Cassol
Em Porto Alegre

O primeiro semestre no futebol brasileiro foi dos meninos da Vila, mas o segundo já é, definitivamente, de um guri do Beira-Rio. Aos 20 anos, o meia Giuliano fez seis gols e se tornou o maior artilheiro colorado em uma Libertadores. Paciente, ele acredita que o reconhecimento internacional virá com o tempo e se diz preparado para a seleção brasileira.

Não é pouca coisa estrear como jogador profissional há três anos, pelo Paraná, chegar ao Inter em janeiro de 2009 e em um ano e meio se tornar o maior artilheiro colorado em Libertadores. Giuliano igualou a marca do ídolo Fernandão, que precisou de duas competições para chegar aos seis gols. Mas é modesto. “Me sinto mais um jogador que pôde dar uma parcela de contribuição”, diz.

Giuliano parece ter sido feito para jogar esta Libertadores. Marcou seis gols – mais de um terço dos 17 marcados em 84 jogos pelo Inter. Quase todos mudaram os rumos do Inter na competição. Da troca de adversário nas oitavas, à classificação nos minutos finais contra o Estudiantes, passando pelo gol de empate no México e culminando com o que sacramentou o título no Beira-Rio, aos 44 do segundo tempo, foi com os pés do predestinado Giuliano que o Inter caminhou na Libertadores. Talismã? É um rótulo do qual ele nem quer ouvir falar.

“Não me sinto bem entrando depois, sempre vou querer brigar por titularidade. No primeiro jogo contra o Chivas, comecei jogando e fiz um gol. Então, não tem essa de jogar bem só se entra no segundo tempo”, afirma Giuliano, deixando claro que vai brigar, com paciência, por uma vaga efetiva no time de Roth. “Vou brigar por posição porque quero jogar sempre. Quero ser titular do Inter. Sempre tive paciência e não pode ser diferente agora”, aponta.

Seleção brasileira

Antonio Lacerda/EFE
Sei que é algo que pode acontecer, pela minha idade, pelo que venho fazendo e por ter passado pelas categorias de base da seleção

Giuliano, meia do Internacional

É com paciência, aliás, que Giuliano encara o fato de ainda não despertar o interesse mundial, como os garotos de sua faixa etária que atuam no Santos. Com uma Libertadores no currículo, mas atuando fora do eixo Rio-São Paulo, Giuliano confia no tempo. “É claro que a mídia do centro do país é maior. Mas estou muito feliz, porque estou sendo reconhecido pelos torcedores, pela imprensa. Fiz um bom trabalho, ajudei minha equipe. O reconhecimento de fora virá com o tempo”, acredita.

O mesmo vale para a seleção. Há menos de um mês, minutos antes de Mano Menezes anunciar sua primeira lista, o diretor de futebol do Inter, Fernando Carvalho, apostava em Giuliano e Sandro enquanto ouvia a convocação. Na primeira vez, deu só Sandro. Para a convocação desta sexta, Giuliano não cria expectativas, mas sabe que é algo passível de acontecer.

“Não crio uma perspectiva grande. Sei que é algo que pode acontecer, pela minha idade, pelo que venho fazendo e por ter passado pelas categorias de base da seleção. Mas isso depende do que estou fazendo no Inter e do Mano Menezes. A cabeça está tranqüila. Na hora certa, quando tiver oportunidade, espero estar preparador para suportar isso”, finaliza o jogador.

Giuliano é forte candidato a ser eleito o melhor jogador da Libertadores, na escolha entre jornalistas promovidas pela Conmebol. Ele sabe que pode receber a distinção mas não perde a modéstia e aposta também no colega D'Alessandro. "Pela regularidade na competição e pelo segundo semestre perfeito que ele fez", explica.
 

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