UOL Esporte Libertadores
 
Hedeson Alves/UOL

D'Alessandro (c) diz que torcedores do Inter tem paixão inexplicável pelo clube

19/08/2010 - 10h09

Inter conquista D'Alessandro e gringo diz se sentir em casa no Brasil

Jeremias Wernek
Em Porto Alegre

D’Alessandro, 29 anos. Integrante de uma nova safra de ídolos do Inter, o argentino foi arrebatado pela história e torcida do clube gaúcho que lhe rendeu, finalmente, o título de campeão da Copa Libertadores. Referência técnica de um time que foi remontado durante do torneio, o gringo confessa pensar no Internacional logo abaixo de seu time do coração, o River Plate. Mesmo já tendo atuando cinco anos na Europa.

  • Daniel Cassol/UOL Esporte

    Argentino brinca com foto de tamanho natural levada por torcedor ao restaurante depois do jogo

“Quando cheguei me senti em casa, em minha segunda casa. Faz dois anos que estou aqui, passei por tudo, momentos bons e ruins”, comenta o jogador, com o filho Santino, de dois anos, no colo. “Eu acho que fora da Argentina o Inter virou, para minha carreira, o clube mais importante”, revela.

Oriundo das categorias de base do River Plate, o antigo camisa 15 da seleção argentina precisou aceitar o desafio de jogar justamente no país de maior rivalidade com o seu para ser vencedor de grandes troféus. “Aqui conquistei títulos que não consegui em outros lugares”, concorda. Em 2008, logo após desembarcar, foi peça chave na conquista da Copa Sul-Americana, em cima do Estudiantes.

“Fora do meu país é assim, não tenho como não sentir isso”, aponta. “O colorado é assim, não dá para entender tanta paixão pelo time. Estou muito orgulhoso da gente, do carinho que eles me dão”, completa. Querido pela torcida, D’Alessandro é fraco e reitera que está com a cabeça em Porto Alegre. “Por enquanto o meu presente é o Inter e não penso outra coisa”, dispara.

Cobiçado por europeus e árabes, o gringo reconhece que não fechará portas ou negará de pronto contatos, mas tem bons motivos para seguir onde está. “Se vier algo, vamos ver e falar com a direção. Vamos fazer o melhor para o Inter e para mim. Eu penso no Mundial, não tenho como não pensar”, garante.

Liderança dentro do vestiário, D’Ale foi o único jogador a conversar com os jornalistas na coletiva pós-jogo. Logo em sua segunda resposta lembrou do antigo comandante, como já tinham feito Bolívar e Abbondanzieri, além de Celso Roth. “O Fossati faz parte desta conquista. Temos que reconhecer”, analisa.

“Todos sabem que o primeiro objetivo nosso era classificar. Conseguimos passar do Banfield e do Estudiantes com o trabalho dele e ele faz parte da conquista”, reitera. “O Celso mudou a tática e jeito de jogar do time. Arrumou as peças do jeito que gosta e que entende e deu certo”, finaliza.

Com mais dois anos de contrato junto ao Inter, D’Alessandro foi personagem de brigas com adversários em decisões, vide caso com William, do Corinthians, na Copa do Brasil de 2009. Mas também teve problemas dentro do clube. Na temporada passada, bateu boca com o então treinador, Tite, após um jogo no estádio João Havelange e acabou sendo afastado pela diretoria. Mais tarde, o treinador foi demitido e D’Ale seguiu sua trajetória para ter o nome nos anais do Internacional.
 

Placar UOL no iPhone

Hospedagem: UOL Host