Torcedor do Grêmio é agredido por 14 atletas da LDU em hotel: "Lamentável"

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

  • Arquivo Pessoal

    Daniel Guerra foi agredido por jogadores e membros da comissão técnica da LDU

    Daniel Guerra foi agredido por jogadores e membros da comissão técnica da LDU

Daniel Guerra, de 34 anos, foi de um diálogo amigável ao pior tipo de relação com jogadores e membros da comissão técnica da LDU na última quarta-feira, em Porto Alegre. Os equatorianos estavam hospedados no mesmo hotel que o torcedor do Grêmio, chegaram a conversar, mas tudo acabou em agressão de 14 profissionais do clube contra ele. 

Daniel, antes do jogo, conversou com os equatorianos sobre o país deles. Esteve lá recentemente e o bate-papo começou tranquilo. Depois, uma brincadeira sobre o jogo piorou as coisas. 
 
"Estive no Equador, conversei com uns três deles antes do jogo. O clima era normal. No fim do papo, disse para eles que seria 3 a 0 para o Grêmio. Era uma brincadeira, normal. Vi que eles não gostaram. Um chegou a me falar palavrões. Me mandou longe. Para mim acabou a conversa ali. Eu estava sendo educado com eles, uma conversa normal de futebol, mas vi que o clima não ficou legal. Não sou mal educado com ninguém", disse ao UOL Esporte. 
 
O tempo passou, a LDU foi para Arena e levou 4 a 0 do Grêmio. Daniel também foi ao estádio e assistiu o duelo companhado de um amigo. Voltou ao hotel, e desceu ao saguão para fumar um cigarro. Foi quando a confusão começou. 
 
"No elevador mesmo vi que um deles (membro da comissão técnica da LDU) já me peitou. Não gostei e falei: o que houve? está assim só porque perdeu de quatro? Daí aconteceu uma discussão perto do elevador. Quando vi, os jogadores da LDU vieram para cima de mim e começaram a me dar socos e chutes. Eu caí. O delegado [da 4ª Delegacia de Polícia onde ele registrou Boletim de Ocorrência] falou que foram 14 caras deles", contou. 
 
Os atletas estavam jantando após o jogo e correram para cima do brasileiro. Vídeos do sistema interno de câmeras do hotel [que não disponibilizou o material à reportagem do UOL Esporte] mostram que as agressões tomaram o saguão do local. 
 
"Quem separou foi um recepcionista. Eu estava no chão e via que estavam me chutando e dando socos. De repente vi que um espaço se abriu, tinha alguém tentando me defender. Logo que consegui, levantei e fui para trás do bar. Daí acabou", relatou Daniel. 
 
Segundo ele, a intenção nunca foi provocar os equatorianos e não esperava uma reação tão desmedida. 
 
"Foi tenso. Lamentável. Mas o que eu acho é que no futebol há pressão sempre. Você tem que estar preparado para tudo isso. Não foi uma provocação, não era minha intenção provocar, foi algo normal, uma conversa. Mas se eles interpretaram assim, tinham que estar prontos para isso. São profissionais. No futebol é ganhar ou perder e você precisa estar pronto para estas coisas", finalizou. 
 
A delegação da LDU já voltou ao Equador. Daniel machucou o rosto e foi atendido em um hospital de Porto Alegre. 
 

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