Pressão da diretoria, raiva da torcida e falhas assustam SP antes do River

Luiza Oliveira e Vanderlei Lima

Do UOL, em São Paulo

  • Ernesto Rodrigues/Folhapress

    Torcida vaia o time no Pacaembu após a derrota por 3 a 1 para o São Bernardo

    Torcida vaia o time no Pacaembu após a derrota por 3 a 1 para o São Bernardo

O clima no São Paulo não é dos melhores para iniciar uma semana importante com o jogo contra o River Plate na próxima na quinta-feira (10), em Buenos Aires, pela Copa Libertadores. Além do adversário complicado, a equipe terá que lidar com vários problemas como a pressão da diretoria, a revolta da torcida e as próprias falhas que vem cometendo em campo.

Se o time já alimentava desconfiança, tudo veio abaixo com a vexatória derrota para o São Bernardo por 3 a 1, no último sábado, que fez até membros da diretoria refletirem sobre uma ação conjunta para entender os problemas do time.

"É hora de a gente sentar, se reunir e conversar com os diretores, com o diretor de futebol, com o vice presidente de futebol, entender o que o elenco está achando", afirmou o vice presidente do clube, Roberto Natel, ao UOL Esporte. "A preocupação aumenta, essa é a realidade. (...) A gente tem que sentar, analisar, sentar com as pessoas que estão de frente para o futebol junto com o elenco e sentir qual a necessidade para poder reverter esta situação. Em uma derrota como essa com certeza alguma coisa não está se encaixando neste momento, vamos tentar encaixar", disse ele, que prefere tentar resolver a situação internamente. "O que a gente tem que dizer é o seguinte: nós como diretores não estamos satisfeitos o que aconteceu".

 

Os cartolas ainda tentam manter a calma, mas a torcida já não tem mais paciência e não se cansa de demonstrar sua revolta. No sábado, o time saiu bastante vaiado de campo. Os protestos contra os maus resultados e com pedidos de mais disposição aos jogadores vêm sendo frequentes.

Após a derrota para o The Strongest, na estreia da Libertadores no Pacaembu, alguns torcedores cercaram o ônibus da delegação e proferiram muitos xingamentos e referências à derrota por goleada no fim do ano passado para o Corinthians. Já diante do Novorizontino pelo Paulista, o maior alvo foi o lateral Michel Bastos. A maior organizada do time promovia um apitaço toda vez que ele encostava na bola.

Os protestos também ocorrem de forma silenciosa. Os jogos do São Paulo têm ficado vazios no Pacaembu e alguns chegaram a reunir pouco mais de 3 mil torcedores, o menor público dos últimos dez anos.

Se não bastassem os problemas extracampo, dentro das quatro linhas a situação não é nada confortável. O próprio técnico Edgardo Bauza admite que o time sofrendo com 'problemas futebolísticos' diante de um ataque pouco efetivo e da falta de organização tática em campo.

Agora, o São Paulo tem pouco tempo para se reconstruir para enfrentar o River fora de casa, já com um resultado negativo no currículo. A equipe perdeu o primeiro jogo da fase de grupo por 1 a 0 para o The Strongest mesmo jogando em casa. 

Não à toa, o zagueiro Diego Lugano já disse que a partida será decisiva. "Na quinta-feira é um jogo que vai definir o semestre, mas o time tem consciência disso. Vamos dar o máximo e vamos ver se temos futebol para nos garantir", disse.

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