Grêmio tenta conter surto de caxumba mas não garante fim dos casos

Do UOL, em Porto Alegre

  • Lucas Uebel/Grêmio

    Ramiro foi o último caso de caxumba no elenco do Grêmio, o terceiro ao todo

    Ramiro foi o último caso de caxumba no elenco do Grêmio, o terceiro ao todo

Nesta segunda-feira (04) o terceiro caso de caxumba surgiu no elenco do Grêmio. Ramiro seguiu o caminho de Henrique Almeida e Luan apresentando o quadro da doença. Segundo o departamento médico gremista, é impossível conter o surto, que é da cidade de Porto Alegre e não diretamente do elenco. 

"É um problema importante, não só do Grêmio mas da cidade. A vacina existe para crianças, todos fazem, é uma rotina. Os próximos infectologistas não tem clareza da razão do surto numa idade em que ainda deveria haver imunidade ao vírus. Mas está ocorrendo. Existe, sim, uma vacina que pode ser refeita. Porém ela precisa de um tempo para agir. E não age nos já infectados. O período de contágio da caxumba é entre 10 e 15 dias. Então não adiantaria neste momento. Todos estiveram expostos ao vírus. Com maior ou menor frequência. E certamente os que vieram a pegar a doença, não tinham imunidade. A vacina ainda tem efeitos colaterais, febre, mal-estar... Teríamos que estudar o momento de fazer a vacina, e vamos estudar", explicou o médico Márcio Bolzoni. 
 
O Grêmio tem por determinação isolar os jogadores após detectar a doença. Mas não tem como garantir que não surgirão novos casos. Isso porque a caxumba pode estar em fase sendo encubada por outro jogador e os sintomas se apresentarem apenas depois disso. 
 
"De 10 a 15 dias quem teve contato com Ramiro, por exemplo, poderá ter contraído o vírus. Ele pode ser agente infectante de outros que vão aparecer ali na frente. A grande questão do uso da vacina é que isso também não teria impedido, pois leva 30 dias até ter efeito", explicou o médico. 
 
A caxumba se transmite pelo ar e a vacinação ocorre em crianças. Porém, mesmo infectologistas se dizem intrigados da razão pela qual o surto esteja ocorrendo. 
 
"A maioria dos jogadores deve ter imuniade por conta da vacina que é feita na infância. O que se espera é isso. É intrigante o surto, todos falam isso. Não estamos falando de surto de ebola, é de caxumba, portanto não temos que impedir o jogador de ter vida social. E como é um surto na cidade, eles podem contrair em qualquer lugar e trazer para cá. Pode acontecer. Atividades em grupo têm maior risco. É difícil conter. Se pudéssemos suspender os campeonatos e colocar o elenco em quarentena, diminuiríamos o risco, mas é impossível", disse Bolzoni. 
 
O departamento médico do Grêmio programou a vacinação para após a viagem ao Equador, que ocorre no próximo dia 7. O retorno é dia 14. A segurança sobre o fim dos casos é improvável. No entanto, o prazo para transmissão é de 15 dias. Então, se nenhum jogador apresentar sintomas 15 dias após o último, aparentemente o problema estará resolvido. 
 

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