Como rixa e boicote de ídolo derrubaram treinador de rival do Corinthians

Do UOL, em São Paulo

  • AP Photo/Bruno Magalhaes

    Camisa 10 e ídolo do Santa Fe, Omar Pérez foi pivô de queda de treinador

    Camisa 10 e ídolo do Santa Fe, Omar Pérez foi pivô de queda de treinador

O Independiente Santa Fe que receberá o Corinthians nesta quarta-feira em Bogotá, pela quinta rodada da Copa Libertadores, é um time bem diferente do que perdeu por 1 a 0 para os alvinegros há um mês. Desde então, uma polêmica causada por um boicote do ídolo da equipe colombiana fez o treinador ser substituído por um ex-jogador que estava trabalhando como comentarista esportivo.

O uruguaio Gerardo Pelusso pediu demissão em 20 de março, após meses de desentendimentos e rixas com o meia argentino Omar Pérez, camisa 10 idolatrado pela torcida. Com seguidos problemas físicos, Pérez não vinha sendo titular. A tensão entre os dois aumentou até que o armador anunciou publicamente que deixaria o Santa Fe por causa das diferenças com Pelusso.

Foi a senha para que parte da torcida do time entrasse em cena. Organizadas fizeram um protesto em frente ao hotel onde a delegação estava hospedada, exigindo a saída de Pelusso para que Pérez permanecesse no time. Quando nem o presidente César Pastrana o apoiou, o técnico uruguaio não viu opção senão se demitir.

A queda foi anunciada uma hora e meia antes do clássico de Bogotá contra o Millonarios. Sem Pelusso e sem Pérez, o Santa Fe perdeu por 2 a 0.

Pelusso não saiu calado. Acusou Omar Pérez de ser uma má influência e de manipular os torcedores do Santa Fe, já que o jogador, há sete anos no clube, teria relações próximas com líderes de organizadas. Não adiantou: o técnico caiu, o ídolo ficou, e um novo treinador foi contratado para apagar o incêndio.

Novo técnico tem 100% de aproveitamento

O escolhido para substituir Pelusso foi Alexis García, um ex-jogador com perfil "boleiro" e que passou o último ano trabalhando como comentarista da Fox Sports na Colômbia. Nos três jogos que comandou desde que assumiu, três vitórias.

Nas três partidas (diante de Junior Barranquilla, Atlético Huila e Patriotas Boyacá), García começou com Omar Pérez no banco, colocando o ídolo em campo no decorrer do jogo. Coincidência ou não, após as rusgas de Pelusso, as declarações do novo técnico têm enfatizado o quanto ele foi bem recebido pelo elenco.

"O grupo me manifestou um grande respeito e admiração. É um time que recebe qualquer treinador com afeto. Os rapazes têm um coração muito grande", afirmou o treinador após a vitória sobre o Patriotas.

Agora, em "lua de mel" com torcida e diretoria, García tem o maior desafio de sua ainda curta passagem pelo Santa Fe: o Corinthians, em confronto direto pela liderança do Grupo 8 da Libertadores. E, é claro, com Omar Pérez em campo.

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