Como críticas e lances improváveis alimentaram a classificação do Grêmio

Do UOL, em Porto Alegre

  • Lucas Uebel/Grêmio

    Douglas e Luan comemoram gol do Grêmio contra a LDU, em Quito

    Douglas e Luan comemoram gol do Grêmio contra a LDU, em Quito

É errando que se aprende. É sendo criticado que se ganha força. Estes foram os mantras do Grêmio para conseguir a classificação de forma antecipada às oitavas de final da Libertadores. Nesta quarta-feira (13), a vitória por 3 a 2 sobre a LDU simbolizou a vaga nas oitavas de final da competição continental motivada por jornadas ruins, críticas e milagres repetidos. 

Poucos acreditariam se fosse apenas contado, sem registro. Mas o zagueiro Pedro Geromel poderia muito bem ser eleito como principal responsável do avanço gremista. Ele evitou gols do San Lorenzo nos dois jogos contra os argentinos. E não foram intervenções comuns a defensores. Foram bolas que o chute já havia passado do goleiro Marcelo Grohe e, com os pés na linha do gol, ele bateu na bola evitando que ela encontrasse a rede. Milagres, ao menos dois. 
 
E de olho no posto sacro há mais dois jogadores. Marcelo Grohe, contra o San Lorenzo, na Argentina, foi o goleiro da seleção brasileira que evitou ao menos três gols do adversário. No mesmo duelo, o jovem Lincoln, de 17 anos, postula lugar entre os responsáveis pela vaga pois marcou o gol de empate aos 48 da etapa final. Não fossem eles, pontos a menos na classificação. 
 
E a vaga começou a surgir exatamente em um jogo muito ruim. Contra o Toluca, o Grêmio foi derrotado no México contra uma equipe com 10 jogadores desde o primeiro tempo. As críticas turbinaram a união do grupo e transformaram as atitudes dos atletas. 
 
"Vivemos, hoje uma expectativa diferente. Vivemos um momento de solidez de atuações, de resultados importantes e bons jogos. Entramos no grupo da morte. E quando perdemos para o Toluca, sofremos muitas críticas. Foram legítimas, mas tínhamos um time forte do outro lado. O resultado (contra a LDU nesta quarta) nos dá confiança, eleva nossa autoestima e passamos a confiar no que está sendo feito nos treinos e jogos", disse o técnico Roger. 
 
Os questionamentos até sobre o período de preparação no Equador serviram de combustível ao time. "Fomos muito criticados por nossa logística. A nossa partida comprova que fizemos a escolha certa", completou o treinador. 
 
Com oito pontos na classificação, o Tricolor não poderá chegar ao primeiro lugar no grupo. Mas a última rodada, na próxima terça-feira contra o Toluca em Porto Alegre, significará a tentativa de obter a melhor classificação para evitar adversários mais fortes nas oitavas. 

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