Corinthians ataca pouco, mas segura empate no Uruguai e decide em Itaquera

Do UOL, em São Paulo

A decisão entre Nacional-URU e Corinthians ficou para São Paulo. Nesta quarta-feira, no Parque Central em Montevidéu, as duas equipes empataram sem gols pelas oitavas de final da Copa Libertadores. O resultado praticamente obriga os corintianos a vencerem em Itaquera na próxima semana - além disso, só será possível avançar nos pênaltis com um novo 0 a 0. 

A rigor, a equipe dirigida por Tite não levou perigo para o Nacional. Em 90 minutos, foram só três finalizações do Corinthians, mas nenhuma no alvo. Os uruguaios foram perigosos no primeiro tempo, aumentaram o índice de posse de bola e concluíram mais no segundo tempo, mas não conseguiram vazar o goleiro Cássio. 

Com Rodriguinho e Alan Mineiro na equipe titular, modificada após eliminação contra o Audax no último sábado, o Corinthians não funcionou, principalmente no último terço do campo. Alan fez partida apagada, Lucca errou quase todos os lances e André atuou bastante isolado. Mas, com espírito competitivo, os corintianos tiveram também bastante frieza para não cair em provocações, já que a partida foi bastante pegada.

Para uma equipe que jogou com o desfalque de Giovanni Augusto e vinha de eliminação no último sábado, o resultado foi satisfatório. Tite gostaria muito de balançar as redes no Uruguai, mas leva a decisão a Itaquera, onde tem 12 vitórias e um empate na temporada. 

FICHA TÉCNICA

NACIONAL 0 x 0 CORINTHIANS

Data: 27 de abril de 2016, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Local: Gran Parque Central, em Montevidéu (Uruguai)
Árbitro: Patrício Loustau (Argentina)
Assistentes: Eduardo Cardozo e Roberto Cañete (PAR)
Cartões amarelos: Polenta, Sebastián Fernández, Elias, Felipe

NACIONAL: Conde; Fucile, Victorino, Polenta e Espino; Barcia e Romero; Porras, Ramírez e Sebastián Fernández; Nico López. Treinador: Gustavo Munúa
 

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Felipe, Yago e Uendel; Bruno Henrique; Alan Mineiro (Marlone), Elias, Rodriguinho e Lucca; André. Treinador: Tite

Fases do Jogo

  • Primeiro tempoUm típico confronto de Copa Libertadores. Mesmo sem jogar bem, o Corinthians terminou a etapa inicial com mais de 60% de posse de bola, mas na prática isso pouco valeu. A equipe de Tite não ameaçou o dono da casa, salvo uma finalização de Bruno Henrique. Foi sufocado pela marcação do Nacional, em dia no qual o árbitro argentino Patrício Loustau deixou o jogo correr demais. Os uruguaios levaram grande perigo a Cássio em pelo menos quatro ocasiões. Nas melhores, Sebastián Fernández, em chute cruzado às costas de Felipe, e Nico López, após bom passe em profundidade, falharam nas conclusões.
  • Segundo tempoA partida se manteve com panorama bastante similar após o intervalo. Com os jogadores de frente apagados, o Corinthians não conseguiu jogar no ataque e pouco ameaçou. Mas, de modo geral, melhorou a marcação e teve cabeça fria para não dar margem a cartões em um jogo bastante pegado. O Nacional seguiu atrás da vitória e teve as melhores ocasiões pelo alto. O zagueiro Victorino e o meia Sebá Fernández tiveram a chance, mas pararam em boas intervenções de Cássio. Tite tentou melhorar as coisas com as entradas de Romero e Marlone, mas deve ter ficado satisfeito com o 0 a 0.

Para lembrar

  • Reforços para a voltaMarquinhos Gabriel deve estar à disposição de Tite para a próxima semana para estrear em Itaquera. Além disso, a comissão técnica tenta recuperar Giovanni Augusto, que lesionou o tornozelo esquerdo. É possível, porém, que o zagueiro Yago não tenha condições de jogo - a contraprova de seu exame antidoping sai na segunda-feira
  • Invicto no UruguaiO jogo desta noite foi o oitavo do Corinthians no Uruguai. O retrospecto corintiano é positivo, com quatro vitórias e, agora, quatro empates
  • Não faz gol C Corinthians não faz gols no primeiro jogo de oitavas da Libertadores há 10 anos: 0x1 Flamengo (2010), 0x0 Emelec (2012), 0x1 Boca Juniors (2013), 0x2 Guaraní (2015) e 0x0 Nacional (2016). Em quatro dessas cinco campanhas, o treinador era Tite - a exceção foi Mano Menezes, em 2010.

Melhor e pior

  • Sebá FernándezO experiente meia uruguaio, com Copa do Mundo no currículo, incomodou bastante, criou oportunidades e ainda atormentou a arbitragem
  • LuccaDestaque corintiano em outros jogos pela Libertadores, foi apagado no Uruguai. Conseguiu ser pior que Alan Mineiro, outro que rendeu pouco

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