Diretor do Grêmio assume responsabilidade e entende cobrança: "Faz parte"

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

  • Lucas Uebel/Preview.com

    Rui Costa reconhece responsabilidade após infortúnio do Grêmio e enaltece trabalho

    Rui Costa reconhece responsabilidade após infortúnio do Grêmio e enaltece trabalho

A derrota em casa no jogo de abertura das oitavas de final da Libertadores gerou uma série de cobranças sobre os homens de frente do clube. Jogadores, comissão técnica e o diretor executivo de futebol, Rui Costa, foram os alvos da torcida. Em entrevista coletiva, o dirigente assumiu responsabilidades e disse entender o quadro. 

"O torcedor terminou o jogo contra o Juventude aplaudindo a equipe. Em uma desclassificação. E hoje foi muito mais paciente do que poderia ser. Suportou até além do tolerável. Se tem alguém que não pode ser criticado, é a torcida. Agora, criticar faz parte. E eu tenho meu trabalho avaliado. Faço parte do processo. Tenho confiança absoluta no trabalho que está sendo realizado, não tenho dúvida que dará títulos ao torcedor. Agora, se minha presença der algum problema para isso, o presidente sabe que sou profissional e cada profissional do clube pode ser afastado ou retirado. Não é um trabalho exclusivamente meu, mas o trabalho que está estabelecido é muito bom. Não seria eu o empecilho para que siga assim", disse o diretor. 
 
Rui assumiu a direção executiva de futebol do clube em 2013, quando Fábio Koff ganhou a eleição presidencial. São quase quatro anos no comando das ações. Entre idas e vindas, houve a formação de um grupo consistente, mas faltaram títulos. 
 
"Sabemos da importância de um título, o torcedor sofre com isso. Mas ninguém aqui assume que está desclassificado. Vamos para Rosario e temos condições de reverter este placar", explicou. 
 
Com trabalho em xeque, o dirigente mostrou tranquilidade ao analisar a situação. Sem alterar tom de voz, como de costume, Rui observou o contexto que se apresenta. 
 
"A responsabilidade do diretor executivo de futebol é plena. Mas a avaliação do trabalho precisa ser de um todo. A autodefesa do meu trabalhou não teria sentido. Entendo a responsabilidade que existe sobre o diretor", avaliou. "Já passei por situações bem parecidas e até piores que esta. Já enfrentei, em outras situações, um cenário muito pesado, não profissional, de fora. E bom, deve haver alguma justificativa para eu sair. Tenho certeza que o atual trabalho vai dar um título para o torcedor ainda neste ano. Mas repito, é parte da atividade profissional de treinador, de jogador e de diretor executivo lidar com esta cobrança. Recebo de forma natural quando a cobrança é íntegra e correta", finalizou. 
 
O Grêmio precisa vencer por dois ou mais de diferença o Rosario Central na Argentina. Ou um, desde que marque dois ou mais como visitante. Assim, segue na Libertadores. Caso contrário, ficará aproximadamente 10 dias parado até o começo do Brasileiro. 

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