Bauza veta festa após 4 a 0: "Faltam 90 minutos e temos que lutar"

Guilherme Palenzuela

Do UOL, em São Paulo

O técnico Edgardo Bauza não se empolgou com a vitória por 4 a 0 sobre o Toluca no primeiro jogo das oitavas de final da Copa Libertadores e vetou que o elenco são-paulino festejasse o resultado nos vestiários do Morumbi. Em entrevista coletiva logo após a partida, o treinador argentino pediu concentração para os 90 minutos que ainda têm de ser disputados no México (ouça também a avaliação de PVC e Carsughi no Tabelinha. Clique aqui)

"Acredito que fizemos nossa melhor partida, levando em conta a importância do jogo, o rival que não é fácil, terminamos ganhando bem, mas não é um rival fácil. Levando em conta tudo isso, acredito que foi a melhor partida. Vejo Kelvin cada vez mais solto, a zaga central cada vez mais segura, então me dá a tranquilidade que eu os vejo bem. Mas a Libertadores é uma história diferente a cada partido. Eu já disse para não festejarem nada porque não ganhamos nada. Faltam 90 minutos e vamos lutar para conseguir a classificação", falou Bauza. 

Bauza destacou que vê evolução no São Paulo, e que o time está se transformando em uma "equipe séria". 

"Obviamente fiquei muito satisfeito com a partida da equipe. O resultado também foi bom. E como eu disse depois da partida anterior, vejo a equipe crescendo um pouco todos os dias. Está se transformando numa equipe séria, difícil para o rival, isso foi proposto para os atletas e eles interpretaram bem. Toluca quase não chutou a gol, não pôde porque a pressão foi constante, permanente, então saio muito satisfeito com isso. Acredito que o jogo em si saiu como planejamos", falou o argentino, que explicou a decisão de escalar Centurión, autor de dois gols - um golaço - e não Alan Kardec.

"Quanto a Centurión, futebol tem essas coisas que são difíceis de encontrar explicação. Se tudo corresse como normal, era provável que Centurión ficasse fora do banco de reservas. Mas Kardec teve uma infecção intestinal há 48 horas, muito debilitado. Todos diziam que ele poderia jogar, mas quando se vê todos os dias os atletas, conhecemos vendo caminhar. E não vi o Kardec bem para começar. Esperei chegar aqui para dizer que ele não iria jogar porque eu não o via bem. Provavelmente entraria depois. Vi Centurión com muita gana no treino, rápido, intuitivo, são escolhas que às vezes saem bem, outras não, por sorte para o São Paulo saiu bem", disse. 

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