Corinthians empata com Nacional e cai de novo nas oitavas da Libertadores

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

O ano de 2016 começa do mesmo jeito que 2015 para o Corinthians: eliminação no Campeonato Paulista e na Libertadores. Se o primeiro fato já havia acontecido há mais de uma semana, o segundo se concretizou nesta quarta-feira (4), mais uma vez na Arena Corinthians. Com direito a mais um pênalti perdido, dessa vez por André, os comandados de Tite sucumbiram ao Nacional-URU, empatando em 2 a 2. A emoção foi até o final, com Marquinhos Gabriel convertendo o segundo pênalti da partida.

O drama corintiano teve início logo aos 5 minutos, com Nico López. Lucca ainda descontou para o Corinthians, aos 14. Mas Santiago Romero voltou a colocar os uruguaios à frente do marcador. O pênalti convertido por Marquinhos Gabriel ocorreu aos 48 minutos. Se em 2015 os responsáveis pelo drama foram Palmeiras e Guarani-PAR, os de agora são Audax e Nacional-URU.

Classificado, o Nacional espera a definição de seu adversário nas quartas de final. Cerro Porteño e Boca Juniors se enfrentam pela segunda vez nesta quinta-feira (5), na Argentina. No primeiro jogo, o time argentino venceu por 2 a 1.

O VILÃO DA VEZ

Eduardo Knapp/Folhapress

Praticamente entregue no confronto, o Corinthians teve uma grande chance de voltar ao duelo. Aos 37 minutos, Marquinhos Gabriel foi derrubado por Polenta dentro da área. Pênalti que André foi para a cobrança. Com paradinha, o atacante chutou fraco e nas mãos de Conde, que ainda teve tempo de encaixar. Foi o sétimo pênalti perdido do Corinthians nos últimos 10 cobrados.

MAIS UM PÊNALTI, MAIS UMA ESPERANÇA

Aos 47 minutos, quando parecia que a eliminação era inevitável, mais uma chance caiu nos pés do Corinthians. Polenta colocou a mão na bola e o árbitro marcou penalidade máxima. Dessa vez, Marquinhos Gabriel foi para a cobrança. Diferentemente de André, o novo reforço tirou do goleiro e balançou as redes.

Antes do segundo pênalti para o Corinthians, a equipe havia ficado com um jogador a menos. Fágner acertou uma entrada dura e viu o cartão vermelho, aos 46 minutos do segundo tempo. Em seguida, já quase aos 50 min, Romero recebeu passe de Danilo e desperdiçou a última chance.

RETORNO NADA FELIZ

NELSON ALMEIDA/AFP

De volta depois de ficar fora da primeira partida por causa de uma lesão, Giovanni Augusto teve participação em dois gols. No do Corinthians, foi dele o passe para André, que sobrou para Lucca completar para as redes.

No segundo tempo, no entanto, a participação foi negativa. Giovanni se atrapalhou na saída de bola e iniciou a jogada de ataque do Nacional. Na sequência, Nico López dominou dentro da área e achou Fernández, que bateu para a defesa de Cássio. No rebote, porém, Romero bateu cruzado e complicou a vida do Corinthians, fazendo o segundo gol. Logo depois, Giovanni Augusto foi substituído por Marquinhos Gabriel.

PESADELO INICIAL

AFP PHOTO / NELSON ALMEIDA

Cinco minutos. Esse foi o tempo necessário para levar a torcida corintiana da empolgação ao desespero. Mal o jogo tinha começado quando Nico López balançou as redes. Fagner perdeu de cabeça, Fernández aproveitou a sobra, mas Cássio conseguiu desviar. A bola sobrou para López que, livre, completou para abrir o placar.

LUCCA INCENDEIA O JOGO

AP Photo/Andre Penner

Criticado por suas últimas atuações, em especial na eliminação para o Audax na semifinal do Campeonato Paulista, Lucca apareceu no momento que mais precisava. Quando o Corinthians acalmava os nervos e passava a pressionar o Nacional, Giovanni Augusto achou André no meio da área, Victorino e Fucile escorregaram na marcação e a bola sobrou para o camisa 30, livre, empatar o jogo e recolocar o Corinthians na partida.

POR FALAR EM INCENDIAR...

AP Photo/Andre Penner

A partida teve que começar com um pouco de atraso. E o motivo foi uma confusão causada pelo setor Norte da Arena Corinthians. Junto a uma faixa "Toda essa festa é por amor ao Timão. Isso não é crime", os torcedores organizados acenderam os artefatos, gerando uma grande fumaça que tomou conta do gramado.

Durante a paralisação, Elias chegou a pedir para os torcedores apagarem os sinalizadores. Antes do início, telões localizados atrás dos dois gols já pediam para que objetos desse tipo não fossem utilizados.

ÂNIMOS QUENTES E CONFUSÃO NO VESTIÁRIO

Reprodução/TV Globo

Nos minutos finais do primeiro tempo, uma dúvida de Giovanni Augusto quase resultou no segundo gol do Nacional. Em um lance no meio-campo, Nico López ficou no chão e os jogadores uruguaios passaram a pedir para que a bola fosse jogada para fora. Giovanni, que estava com ela, ficou relutante, segurou a jogada e tentou virar o jogo. A bola, no entanto, caiu nos pés de um jogador do Nacional, que puxou contra-ataque com Nico López, que rapidamente se levantou ao ver que a bola havia sido recuperada. Na sequência do lance, o camisa 9 cruzou para a cabeçada de Fernández, que obrigou Cássio a fazer grande defesa.

A atitude de Nico López gerou uma confusão entre os jogadores dos dois times, em especial com Elias e Polenta. E se prolongou até o caminho para o vestiário. Enquanto André e Lucca davam entrevistas no túnel, jogadores do Nacional esbarraram com o ombro na dupla. Na sequência, de acordo com o repórter da Globo Mauro Naves, xingamentos racistas foram proferidos pelos uruguaios, gerando reação de Cássio, que partiu para cima dos adversários.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 2 X 2 NACIONAL-URU

Competição: Libertadores
Data: 04/05/2016
Local: Arena Corinthians (SP)
Árbitro: Néstor Pitana (ARG)
Gols: Lucca (14'/1ºT) e Marquinhos Gabriel (48'/2ºT), para o Corinthians; Nico López (5'/1ºT) e Santiago Romero (11'/2ºT), para o Nacional-URU
Cartões amarelos: Bruno Henrique e Felipe, para o Corinthians; Kevin Ramírez, Santiago Romero e Tabó, para o Nacional
Cartão vermelho: Fágner (Corinthians)

Corinthians: Cássio; Fagner, Felipe, Yago, Uendel; Bruno Henrique (Danilo), Giovanni Augusto (Marquinhos Gabriel), Elias, Rodriguinho, Lucca (Romero); André. Técnico: Tite

Nacional-URU: Conde; Fucile, Victorino, Polenta, Espino; Porras, Romero, Barcia, Ramírez; Nico López e Seba Fernández (Felipe Carballo). Técnico Gustavo Munúa.

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