"Não endossamos", diz mandatário do Racing sobre ato de racismo em BH

Thiago Fernandes e Victor Martins

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro

    Enquanto jogadores do Atlético-MG comemoravam a classificação, preparador de goleiros do Racing provocava a torcida alvinegra

    Enquanto jogadores do Atlético-MG comemoravam a classificação, preparador de goleiros do Racing provocava a torcida alvinegra

Victor Blanco, presidente do Racing, da Argentina, se pronunciou sobre o caso de injúria racial envolvendo Juan Carlos Gambandé, treinador de goleiros da equipe, na noite dessa quarta-feira (4), no estádio Independência. O dirigente do clube eliminado nas oitavas de final da Copa Libertadores pelo Atlético-MG ainda não se inteirou sobre o caso, mas deixou claro que não avaliza condutas racistas.

O cartola trocou mensagens telefônicas com a reportagem do UOL Esporte na manhã desta quinta-feira (5) e explicou a situação. 

"Estou inteirado por meio da imprensa, vamos averiguar o caso e proceder de acordo", escreveu o mandatário do clube de Avellaneda, que ainda completou na sequência: "Não endossamos tal comportamento".

Nessa quarta-feira, após a derrota do Racing para o Atlético por 2 a 1, o membro da comissão técnica do Racing se dirigiu à torcida e simulou comer banana. Gesto que repetiu inúmeras vezes no caminho entre a metade do campo e a porta do vestiário. Como na outra parte do gramado os jogadores atleticanos ainda comemoravam a difícil vitória, que colocou o clube mineiro nas quartas de final da Libertadores, os atos de Gambandé passaram despercebidos por muitos.

Ninguém prestou queixa contra o argentino, que deixou o estádio sem nenhum tipo de problema, com toda a delegação do Racing. O retorno para a Argentina estava previsto para acontecer durante a madrugada desta quinta-feira.

O assunto foi repercutido entre os jogadores atleticanos. Um dos escutados foi o volante Júnior Urso, que lamentou bastante a atitude do estrangeiro.

"Eu não vi, mas se caso aconteceu, é natural. Eu não vou dizer que é normal, pois não podemos aceitar isso nunca. Mas se aconteceu, fica na consciência dele. Somos seres humanos e quem faz isso não merece a nossa atenção

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