Fla estreia na Libertadores com sonho antigo. Veja pontos fortes e fracos

Vinicius Castro

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Conmebol/Divulgação

    Zico recebe a taça da Libertadores em 1981. Flamengo persegue o bicampeonato

    Zico recebe a taça da Libertadores em 1981. Flamengo persegue o bicampeonato

O bicampeonato da Copa Libertadores é o sonho de consumo do Flamengo há 35 anos. Nesta quarta-feira (8), às 21h45 (de Brasília), o Rubro-negro estreia na principal competição do continente no Maracanã. O adversário será o argentino San Lorenzo, contra quem os cariocas desejam largar bem na difícil caminhada para concretizar o objetivo.

O UOL Esporte selecionou os pontos fortes e fracos do Flamengo para a Libertadores. Entre outras coisas, o time deposita esperanças na dupla formada por Diego e Guerrero, assim como tem nos últimos fracassos recentes - que pressionam por uma boa performance na atual edição - um incômodo nos bastidores e nas arquibancadas.

Os pontos fortes do Flamengo

Cinco campeões da Libertadores no grupo

Gilvan de Souza / Site oficial do Flamengo
Em uma competição equilibrada e conhecida pela tradicional catimba sul-americana, os times veem importância fundamental em contar com jogadores experientes no grupo. Dos 30 inscritos pelo Flamengo, cinco atletas já foram campeões da Libertadores.

O último vencedor foi o atacante Berrío (foto). O colombiano levantou a desejada taça no ano passado, quando foi destaque e defendeu o Atlético Nacional-COL. Já o zagueiro Réver sagrou-se campeão pelo Atlético-MG, em 2013. Capitão, ele teve a honra de erguer a taça na conquista inédita do clube mineiro.

Leandro Damião venceu pelo Inter (2010), Pará foi campeão com o Santos (2011), enquanto Willian Arão apenas fazia parte do elenco do Corinthians, mas também colocou a faixa no vitorioso ano de 2012 do clube paulista.

Elenco equilibrado e com boas opções

Gilvan de Souza/ Flamengo
Diferentemente das edições recentes em que disputou a Copa Libertadores, o Flamengo desta vez se orgulha de ter um elenco considerado equilibrado. O clube foi ao mercado e manteve as principais peças para a competição. Apenas o lateral-esquerdo Jorge foi negociado com o Monaco-FRA.

Chegaram os laterais Trauco e Renê, o volante Romulo, o meia Darío Conca e o atacante Orlando Berrío. O clube ainda conta com outros quatro estrangeiros inscritos na Libertadores. São eles: o atacante Guerrero, o zagueiro Donatti, o volante Cuéllar e o meia Mancuello.

Diego e Guerrero: boa fase e relevância

Gilvan de Souza/ Flamengo
É inegável que as apostas do Flamengo para uma Libertadores consistente estão no meia Diego e no atacante Guerrero. Os dois são as estrelas do elenco e ídolos da torcida. Com relevância internacional, a dupla é conhecida pelos adversários e deve receber atenção especial em todas as partidas pelo continente.

Diego retornou à seleção brasileira na última convocação de Tite e perdeu apenas um jogo oficial pelo Flamengo até o momento. Foi em 16 de outubro de 2016 - 2 a 1 para o Internacional, pelo Campeonato Brasileiro. Ele se transformou rapidamente na referência do time e impressiona pela determinação com a camisa rubro-negra. Já são dez gols marcados em 25 jogos oficiais pelo Flamengo.

Já Guerrero tem feito até gol de falta em 2017, como no empate por 3 a 3 com o Fluminense - derrota por 4 a 2 nos pênaltis. O peruano também vive excelente fase. Além de ser o principal jogador do seu país, o camisa 9 tem representatividade na América do Sul. Pelo Rubro-negro, o atacante disputou oito partidas oficiais na atual temporada e fez sete gols.

Força na bola aérea ofensiva

Thomas Santos/AGIF
Arma do Flamengo e repetida nas partidas pelo técnico Zé Ricardo, a bola aérea tem peso considerável no Rubro-negro. As jogadas são ensaiadas e levam bastante perigo aos adversários. Pelo alto, a defesa também costuma ir bem.

O capitão Réver (foto) é a principal arma nas bolas paradas. Pela estatura privilegiada, dificilmente o zagueiro não leva perigo nos cruzamentos. O companheiro Rafael Vaz também costuma ir bem, assim como Guerrero, Romulo e Willian Arão. Certamente o Flamengo vai usar e abusar das bolas aéreas para tentar superar os adversários.

Os pontos fracos do Rubro-negro

Indefinição sobre o local para mandar jogos

Gilvan de Souza/ Flamengo
Ao contrário de times que possuem casas definidas para a disputa da Libertadores, o Flamengo lida com uma questão incômoda. A Arena da Ilha ainda passa por obras e pela capacidade só pode receber duelos até as quartas de final.

Já o Maracanã segue com o imbróglio entre governo do Estado e concessionária. O clube fez um acordo pontual para a estreia contra o San Lorenzo e não há previsão sobre o local da próxima partida em casa, contra o Atlético-PR, em 12 de abril.

A importância de contar com um "alçapão" é considerável na Libertadores. Inúmeros times fazem a diferença em casa por conta de estádios transformados em verdadeiros caldeirões. O clube da Gávea ainda está atrás neste aspecto.

Inexperiência de Zé Ricardo

Gilvan de Souza/ Flamengo
O técnico do Flamengo é um novato na função. Ele assumiu o Rubro-negro em um momento difícil - saída de Muricy Ramalho por problemas de saúde -, mas teve competência e impôs a forma de trabalhar. Efetivado no cargo, coleciona elogios, mas a inexperiência ainda é tema de debate muitas vezes. O próprio Zé Ricardo reconhece o ponto delicado, mas sempre que possível aposta no trabalho realizado para superar as dificuldades.

"Não sei como é uma Libertadores. Mas espero que o nosso trabalho esteja no nível da competição. Temos os adversários mapeados. Preparamos a nossa equipe da melhor maneira possível. Fortalecemos a maneira de jogar porque enfrentaremos grandes equipes", afirmou o comandante.

Dificuldade contra times fechados e que saem em velocidade

Nelson Perez/Fluminense
Um problema que o Flamengo deve enfrentar na Libertadores está justamente em lidar com adversários fechados e que saem em velocidade. O time costuma ter maior posse de bola, mas sofre para furar determinadas retrancas.

Além disso, a defesa se mostrou exposta quando exigida na final da Taça Guanabara contra o Fluminense. O Rubro-negro sofreu dois gols em contra-ataques fulminantes do Tricolor, quando dois espaços consideráveis se abriram no meio.

O peso dos recentes fracassos

Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Apesar do sonho de conquistar a Libertadores após 35 anos e da confiança de que o Flamengo atual tem elenco para brigar pelo título, uma marca negativa atormenta os rubro-negros. O clube acumula fracassos e vexames recentes na principal competição do continente.

A melhor campanha foi em 2010, quando o time saiu nas quartas de final. Em 2014 e 2012, o Flamengo foi eliminado na primeira fase. Em 2008, perdeu por 3 a 0 para o América-MEX, no Maracanã, e caiu nas oitavas de final depois de ter vencido a primeira partida por 4 a 2.

Em 2007, derrota para o Defensor-URU por 3 a 0 na partida de ida e vitória por 2 a 0 no Maracanã. Mais uma eliminação nas oitavas de final. Em 2002, uma péssima campanha e eliminação ainda na primeira fase.

FLAMENGO X SAN LORENZO-ARG

Data/hora: 08/03/2017, às 21h45 (de Brasília)
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Andrés Cunha (URU)
Auxiliares: Mauricio Espinosa (URU) e Miguel Nievas (URU)

Flamengo
Alex Muralha; Pará, Réver, Rafael Vaz e Trauco; Romulo, Willian Arão e Diego; Everton, Mancuello (Berrío) e Guerrero
Técnico: Zé Ricardo

San Lorenzo
Torrico; Diáz, Angeleri, Caruzzo e Montoya; Mussis, Ortigoza, Cerutti e Belluschi; Botta e Blandi
Técnico: Diego Aguirre

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