Time baixinho e inspirado em Guardiola. O que espera o Grêmio na Venezuela

Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

O Grêmio vai estrear na Copa Libertadores 2017 contra o clube que domina o futebol da Venezuela nos últimos anos. Tricampeão nacional, o Zamora tem um treinador que chegou a ser chamado de Guardiola venezuelano e aposta em um jogo ofensivo. Com 1,75m de estatura média, a equipe joga com ataque veloz e sempre de forma vertical.

A favor do Grêmio pesa a profunda mudança no elenco desde o final de 2016.

Doze jogadores foram contratados e cinco titulares absolutos deixaram o clube sediado em Barinas, a 250 quilômetros da capital Caracas. Ainda assim, a filosofia de jogo segue no Zamora com a manutenção de Francisco Stifano, 37 anos, no cargo de treinador.

Stifano tem currículo repleto de conquistas, desde as categorias de base, e levou o Zamora a dois de seus três títulos nacionais. Em recente entrevista ao Diário Marca, da Espanha, citou Pep Guardiola, atual treinador do Manchester City, como uma de suas inspirações.

"Tenho muita empatia com Guardiola pelo pressing (termo inglês usado no vocabulário do futebol para tratar da pressão no campo adversário) e o futebol de posse de bola que marcou época", disse Stifano.

Sem grandalhões e balão

As ideias do revolucionário técnico catalão influenciaram um método de trabalho que produziu time vocacionado a jogar no campo ofensivo. Com infiltrações, transição ofensiva rápida e marcação pressão sem a bola. Os conceitos se encaixam perfeitamente no elenco montado.

Mesmo com as idas e vindas, o Zamora mantém uma média de altura baixa. O time considerado titular tem como jogador mais alto o zagueiro uruguaio Fillipetto (1,81m). A estatura baixa entrega a aposta na técnica e não na força como expediente para chegar ao gol.

Lado direito forte

O lado direito, com a dupla Faría e Peña, é uma das rotas de sucesso do Zamora. As mudanças ofensivas em relação ao ano passado fortaleceram o uso do lateral direito e do extrema. Além de atuar como extrema, Ángelo Peña também é opção para atuar centralizado na função de 'camisa 10'.

Juan Manuel Falcón, ex-Independiente Santa Fe-COL, foi contratado para ser a referência no ataque. Mas, lesionado, ficará fora do jogo contra o Grêmio.

Bola parada perigosa

Além do jogo com troca de passes, pressão e infiltração o Zamora tem na bola parada uma arma para lá de forte. Ovalle, pé direito, e a dupla Peña e Vargas, pé canhoto, são os principais cobradores de faltas e escanteios. Luis Vargas, aliás, é o capitão do time e vai para a quarta Libertadores. Todas elas pelo time de Barinas.

Time teve baixas

Campeão nacional em 2016, o Zamora perdeu praticamente todo o ataque na última janela de transferências. Yeferson Soteldo, considerado joia do futebol da Venezuela, foi vendido ao Huachipato-CHI. Yordan Osorio acabou no Tondela-POR, Edwin Peraza saiu livre e assinou com o Rionegro-COL. Richard Blanco estava emprestado e voltou ao Mineros, assim como Pedro Ramírez, que voltou ao Deportivo Táchira.

Neste ano, dois jogadores que iniciaram como titular não jogarão diante do Grêmio. Além de Falcón,o zagueiro Ignacio González foi vetado por lesão. Partindo sempre de um 4-2-3-1 com variação para o 4-2-1-3 o Zamora deve jogar com: Salazar; Faría, Flores, Filipetto e Ovalle; Melo, Vargas e Manco; Peña, Martínez e Clarke.

Zamora FC e Grêmio se enfrentam na quinta-feira (9), no estádio Agustín Tovar às 19h30 (Brasília) na primeira rodada do grupo 8. A chave ainda conta com Deportes Iquite-CHI e Guaraní-PAR.

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