Mina marca aos 50min do 2º tempo, e Palmeiras vence bolivianos em casa

Danilo Lavieri e José Edgar de Matos

Do UOL, em São Paulo (SP)

  • Ale Cabral/AGIF

O Palmeiras sofreu, bateu de frente com a marcação do Jorge Wilstermann, mas na base da insistência conseguiu vencer por 1 a 0, nesta quarta-feira (15), no Allianz Parque. Com gol de Yerry Mina nos acréscimos segundo tempo, a equipe brasileira conseguiu chegar aos quatro pontos na competição e assumiu a primeira colocação do Grupo 5. Os bolivianos ficam em segundo com três.

Peñarol (0) e Atlético Tucumán (1) fecham a segunda rodada nesta quinta-feira (16), em Montevidéu.

Em uma partida de pouca inspiração ofensiva – e de muitos méritos do clube boliviano -, o Palmeiras errou muito, especialmente no setor mais ofensivo. Desta forma, diante de uma defesa bem armada, foi preciso de muita pressão para sair com a vitória.
 
Na base da pressão, a equipe de Eduardo Baptista chegou ao gol. Depois bate-rebate, Felipe Melo rolou para Keno, que tocou em Róger Guedes. O camisa 23 cruzou rasteiro, na medida, para Yerry Mina completar para as redes.
 
O triunfo no fim tranquiliza a equipe comandada por Eduardo Baptista, que perderá a liderança nesta quinta apenas se o Tucumán passar pelo Peñarol por dois gols de vantagem ou mais.. O Palmeiras retorna a campo pela Libertadores em 12 de abril, novamente no Allianz Parque, contra o Peñarol.

Quem foi bem: Felipe Melo

Um primeiro tempo no qual sofreu na marcação do brasileiro Thomas, e uma segunda etapa na qual cresceu e participou diretamente da organização de ataque palmeirense. Em uma noite de pouca inspiração, o volante colocou dois companheiros na cara do gol e ainda usou da sua liderança para dar confiança ao time alviverde. No final, deu certo, e Mina garantiu a vitória quase no último lance da partida.

Paulo Whitaker/Reuters

Quem foi mal: Tchê Tchê

Depois de participação importante no clássico contra o São Paulo, no último final de semana, Tchê Tchê teve atuação apagada diante do Jorge Wilstermann. O meio-campista se mostrou mal tecnicamente – errou passes em demasia – e 'travou' a armação palmeirense. Sem a inspiração do camisa 8, o atual campeão brasileiro sofre...

Menos, Guerra...

Titular nesta quarta-feira depois de anotar um gol no clássico do último final de semana contra o São Paulo, Alejandro Guerra iniciou bem o confronto diante do Jorge Wilstermann. O camisa 18 chamou o jogo no setor de meio-campo e se mostrou participativo, mas falhou na em que poderia decidir. Ao receber ótimo passe de Felipe Melo, o venezuelano tentou chapelar o goleiro, que se recuperou e evitou o gol.

Impaciência verde

Surpreendeu a impaciência de grande parte do público na noite desta quarta-feira no Allianz Parque. Em uma partida na qual o Palmeiras dependia da calma para achar espaço, o torcedor cobrava para o time acelerar o jogo desde os primeiros minutos de partida. Enquanto o 0 a 0 se arrastava, a cobrança aumentava nas cadeiras da arena palmeirense. A (grande) e esperada festa veio apenas depois do gol de Yerry Mina, que transformou completamente o ambiente no estádio.

Felipe Melo 'quebra linhas'

O Palmeiras enfrentou dificuldades diante da compacta defesa do Jorge Wilstermann. Foram poucas as vezes em que o atual campeão brasileiro conseguiu ultrapassar a última linha defensiva dos bolivianos, e Felipe Melo apareceu como solução ofensiva. O meio-campista mais recuado, um dos poucos com liberdade, aprofundou passes e criou as duas grandes chances palmeirenses antes do gol anotado pelo zagueiro colombiano – Guerra e Jean desperdiçaram.

Cera boliviana

Fora a formação tática com cinco defensores na primeira linha, o Jorge Wilstermann chegou ao Allianz Parque para amarrar a partida e irritar, especialmente, os torcedores palmeirenses. Desde os 3min de jogo, a equipe boliviana atrasou todas as paradas de jogo: tiro de meta, reposição de impedimento e faltas; nos primeiros 10min foram pelo menos três ações de 'cera'. Conforme o 0 a 0 se estendeu, o público reclamou cada vez mais da postura adversária.

Brasileiros do Wilstermann

MARCOS BEZERRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O palmeirense mais desavisado se surpreendeu ao ouvir o locutor do Allianz Parque anunciar a presença do zagueiro Alex Silva, bicampeão brasileiro pelo São Paulo na década passada, como o camisa 2 do Jorge Wilstermann. No entanto, outro brasileiro foi quem chamou a atenção. O meia Thomaz, de 30 anos, se apresentou como a principal opção ofensiva boliviana, aliando movimentação e habilidade.

Corredor alviverde

José Edgar de Matos/UOL Esporte

Em jogos de grande magnitude, a torcida do Palmeiras impôs uma ação tradicional: receber a chegada do ônibus do time na Avenida Francisco Mattarazzo. Nesta quarta-feira, novamente, o 'corredor alviverde' apareceu. Sem as limitações impostas dentro do estádio, o público levou sinalizadores, fumaça da cor verde e bandeiras para recepcionar o elenco. O local ficou fechado para carros até a dispersão do público, ocorrida depois da entrada da delegação na arena.

'Deeeefendeeu, Marcos'

Impossível o palmeirense, em uma noite de Libertadores, não se lembrar da icônica defesa de pênalti do ex-goleiro Marcos na semifinal da Libertadores de 2000. Com a narração de Galvão Bueno, o erro do corintiano Marcelinho Carioca foi novamente comemorado, quase 20 anos depois, pelos milhares de palmeirenses já presentes no estádio a uma hora da partida.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 1 X 0 JORGE WILSTERMANN

Local: Estádio Palestra Itália, em São Paulo-SP
Data: quarta-feira, 15 de março de 2017
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Eduardo Gamboa (Chile)
Assistentes: Claudio Rios e Edson Cisternas (ambos do Chile)
Público: 38.419
Renda: R$ 2.565.095,57
Cartões amarelos: Yerry Mina (PAL); Marcelo Bergese, Thomaz, Alex Silva, Aponte e Cabezas (JOR)

Gol:
PALMEIRAS: Yerry Mina, aos 50 minutos do segundo tempo

PALMEIRAS: Fernando Prass; Jean, Mina, Edu Dracena e Zé Roberto; Felipe Melo; Michel Bastos (Keno), Tchê Tchê (Willian), Guerra (Róger Guedes) e Dudu; Miguel Borja
Técnico: Eduardo Baptista

JORGE WILSTERMANN: Olivares; Aponte, Zenteno (Enrique Diaz), Jorge Ortiz, Alex Silva e Omar Morales; Cristhian Machado, Saucedo e Thomaz; ; Bergese (Rudy Cardozo) e Cabezas (Olego)
Técnico: Roberto Mosquera

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