Em versão paz e amor, Felipe Melo abafa polêmicas, mas defende seu futebol

Danilo Lavieri

Do UOL, em São Paulo

Felipe Melo tentou deixar as polêmicas de lado. Depois de já ter mostrado uma versão mais calma em evento do patrocinador no domingo passado, o volante usou a coletiva desta terça-feira (11), véspera de jogo contra o Peñarol, para pedir desculpa por outras frases que viraram manchetes desde o dia em que chegou ao Palmeiras.

O primeiro tema abordado foi a frase sobre o tapa na cara de uruguaio. Assim como já tinha feito domingo, ele voltou a dizer que foi mal interpretado.

"Uma situação que aconteceu e já me desculpei para quem entendeu de forma errada. Não vou dar tapa na cara de uruguaio, nunca dei tapa na cara de ninguém na minha vida. Quis dizer que tem de dentrar duro, como é a Libertadores. O Peñarol é um time duro, aguerrido, uruguaio é assim. Se precisar entrar firme e tomar porrada, vamos tomar. Tem de ter responsabilidade para tudo. Estamos trabalhando e esperando um time muito aguerrido", explicou.

"Acabei de pedir desculpa, se pedi é porque me arrependo. Não existe tapa na cara de ninguém. Vamos jogar com Peñarol e tem uma tradição imensa na Libertadores. Tem de respeitar, mas não pode dar mole", completou.

Depois, sem nem mesmo ser questionado sobre o tema, fez questão de tentar abafar outro problema. Em entrevista após a vitória contra o Jorge Wilstermann, Felipe Melo chegou a dizer que o Corinthians foi pequeno ao jogar só se defendendo no clássico que venceu por 1 a 0.

"Sem a bola, temos de ser time pequeno. Porque foi criada também uma polêmica de que eu falei que o Corinthians era pequeno. Eu não sou maluco de dizer que o Corinthians é pequeno. Falei que quando jogou contra o Palmeiras, sem a bola, jogou como time pequeno, não deixou que o Palmeiras brilhasse. Temos que fazer isso também. Eu sou encarregado de fazer essa bola chegar com perfeição para o Tchê Tchê, para o Guerra, dar uma bola longa para o Borja", explicou.

Por fim, o "Pitbull" pediu desculpa até para os jornalistas por ter dito logo que chegou que não precisava ter nenhum relacionamento com a imprensa

"Primeiro eu quero me desculpar com vocês da imprensa por uma coisa muito importante. Me perguntaram se eu preciso da imprensa e prontamente falei que não. Mas é óbvio que eu preciso da imprensa, foi uma resposta não muito inteligente da minha parte", explicou.

Logo depois, no entanto, manteve as críticas por ser perseguido pelo seu suposto histórico de jogador violento. Segundo ele,  palavras negativas rendem mais repercussão do que elogios.

"Sobre essas situação de números, sobre o que o outro pensa, eu não estou nem aí. Para vender jornal, para ter clique, é isso aí. Falar que Felipe Melo acertou não sei quantos passes não dá matéria, dá matéria falar que Felipe Melo vai ser expulso, vai dar soco na cara. Mas as pessoas vão tropeçar na própria língua. Estamos em um momento bacana, mas as derrotas vão chegar, porque não somos máquinas. Temos que estar preparados para isso. Estou crescendo muito, o dia a dia está me ensinando, me ajudando a ter domínio próprio", finalizou.

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