Com gols de Camilo e Guilherme, Botafogo bate Atlético e quebra tabu

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • AP Photo/Luis Benavides

    Camilo sai para comemorar o gol que abriu o caminho da vitória ao alvinegra

    Camilo sai para comemorar o gol que abriu o caminho da vitória ao alvinegra

O Botafogo foi a Medellín e trouxe na bagagem uma importantíssima vitória contra o Atlético Nacional. Em uma atuação que primou pela solidez defensiva, a equipe dirigida por Jair Ventura, que pouco criou durante os 90 minutos, garantiu a vitória com gols de Camilo e Guilherme.

Com o resultado, o Alvinegro chegou aos seis pontos no Grupo A e se igualou ao Barcelona de Guaiaquil, rival da próxima quinta-feira.

Agora, o Botafogo se divide em duas frentes. Como o Alvinegro pega o Barcelona na quarta-feira, parte do grupo retorna para casa e se prepara para a final da Taça Rio contra o Vasco, domingo, e outra metade segue para o Equador.

SEGURO

O Botafogo levou com muita tranquilidade os primeiros 45 minutos de partida. Bem postado em campo, o time carioca não proporcionou chances para os donos da casa. Exceção feita a uma conclusão de Bocanegra e uma cabeçada de Nájera, o Atlético não assustou. O Alvinegro, por sua vez, tratou de tocar a bola e esfriar o ímpeto dos mandantes. A tática deu certo e o Bota conseguiu manter o jogo absolutamente sob controle. Ainda que não tenha corrido riscos, o Botafogo teve muita dificuldade para chegar no goleiro Armani. No único contra-ataque bem armado, o time saiu em bloco, João Paulo fez bom cruzamento pela direita, que encontrou Camilo. De cabeça, o camisa 10 concluiu sem chance alguma de defesa.

RISCO
Com o resultado a favor, o Botafogo voltou a campo extremamente recuado. Após Pimpão sentir o músculo e dar lugar a Guilherme, a equipe perdeu uma de suas poucas válvulas de escape. Satisfeito com o placar, o Alvinegro abdicou do ataque e deu muito espaço ao Atlético Nacional, que, mesmo sem muita inspiração, tomou conta das ações na metade final. Sem saída, o Botafogo entregou a bola aos rivais, que não conseguiram ameaçar o goleiro Gatito Fernández. Com o rival todo no ataque, Guilherme, já nos acréscimos, puxou um contra-ataque e bateu para liquidar a fatura.

ESQUEMA "CAMPEÃO"

Por contingências, o técnico Jair Ventura mandou a campo um Botafogo que deu certo em 2016. Sem poder contar com Montillo, o comandante escalou uma trinca de volantes e deixou Camilo com mais liberdade de movimentação.

O MELHOR

Com o desenho tático de Jair Ventura, Camilo assumiu o protagonismo e não decepcionou. Embora o Botafogo tenha criado pouquíssimo, as bolas mais perigosas alvinegras receberam o carimbo do meia. Em sua única oportunidade clara, ele deixou a sua marca e garantiu a vitória para a equipe. Já desgastado, ele foi substituído por Fernandes no segundo tempo.

TABU

O Botafogo encerrou  um longo jejum em partidas internacionais. O clube não vencia uma partida oficial atuando fora do Brasil desde agosto de 1993, quando o Alvinegro venceu o Caracas por 1 a 0, em partida válida pela Copa Conmebol. O Botafogo terminou campeão daquela edição da competição.

AMIZADE 

Antes de a bola rolar, os torcedores do Atlético Nacional deram mais uma demonstração de respeito aos adversários. Assim que os torcedores do Botafogo entraram no estádio, os colombianos aplaudiram. Juntos, cantaram "Vamos, vamos, Chape".

RETRIBUIÇÃO

Em reconhecimento ao comportamento dos colombianos ante o carinho do Atlético após o acidente com o avião da Chapecoense, o Botafogo entrou em campo com uma bandeira colombiana.

ATLÉTICO NACIONAL 0 X 2 BOTAFOGO

Data e hora: 13/04/2017, às 21h40 (horário de Brasília)
Local: Atanasio Girardot, em Medellín (COL)
Árbitro:  Ulises Mereles (PAR)
Gols: Camilo, aos 38 min do primeiro tempo, Guilherme, aos 48 do segundo tempo
Cartões amarelo:  Gatito Fernández, Emerson Santos, Sassá (BOT), Torres (ATL)

Atlético Nacional: Armani, Bocanegra, Nájera (Dájome), Henríquez e Díaz; Arias, Bernal (Ramírez), Torres; Moreno (Mosquera), Ibargüen e Ruiz. Técnico: Reinaldo Rueda

Botafogo: Gatito Fernández, Emerson Santos, Carli , Emerson Silva e Victor Luis; Bruno Silva, Rodrigo Lindoso, João Paulo e Camilo (Fernandes); Rodrigo Pimpão (Guilherme) e Roger (Sassá). Técnico: Jair Ventura.

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