Prass reclama de agressões e defende F. Melo: "Se ele não reage seria pior"

Do UOL, em São Paulo (SP)

Embora Felipe Melo tenha se tornado o alvo da revolta dos jogadores uruguaios, Fernando Prass também sofreu as consequências da confusão ocorrida depois da vitória por 3 a 2, no Estádio Campeón Del Siglo. Agredido, o veterano goleiro palmeirense defendeu o camisa 30, que até tomou a iniciativa de acertar um soco no rival Mier.

"Eu estava perto. Ele [Felipe Melo] levanta os braços, o 30 pega pelo pescoço e o 25 tenta agredir, e o Felipe Melo...Se tu não faz nada, tu é massacrado. Se ele não reage, teria uma situação pior", disse Prass para defender a reação do companheiro.

Embora provocado e tratado como vítima pelos companheiros, Felipe Melo deve passar pelo comitê disciplinar da Conmebol, com risco de ser punido. Esta possibilidade revolta Fernando Prass.

"Seria o cúmulo da inversão de valores", comentou o goleiro, que, assim como Eduardo Baptista e Alexandre Mattos, viu uma confusão orquestrada pela equipe do Peñarol.

"Eles foram como alvo o Felipe Melo. Nossa ideia era ir para o canto da nossa torcida, para pelo menos não ser agredido por trás. Tinha até um jornalista com o tripé tentando agredir. Fecharam o portão, não deixaram os seguranças entrar. Foi tudo orquestrado", relatou.

"Deram-me soco na boca, me chutaram. É impressionante como o capitão de um time, o Nandez, chega ao ponto de uma covardia premeditada. Vou dar os parabéns para o Nandez, que é um baita exemplo para o clube dele. Eles vão se vangloriar que deram porrada. Vão dizer: isso é Libertadores. Isso não é Libertadores, Libertadores é futebol", acrescentou o camisa 1.

Jean exalta desempenho e condena confusão

"Era para a gente estar falando do jogo, da partida... Muito feliz por ter cumprido minha missão como lateral. Mas, infelizmente, aconteceu esse final. A gente lamenta. Fico pensando, será que vão esperar acontecer algo mais feio para tomar providências? Espero que não."

Jean ainda comentou sobre a confusão no final da partida. "Sobrou para todo mundo, tomei uma que nem vi. A gente procurou ficar junto. Tentamos entrar no vestiário o mais rápido possível. Ficamos pressionados no portão, forçamos para abrir e entrar logo no vestiário."
 
"Esperávamos uma atitude dessa, então você fica preparado. Você fica desprotegido. Ali foi cara a cara com eles. Dá os parabéns para os nossos seguranças, nos ajudaram muito.", acrescentou.

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