Seguranças do Palmeiras viram celebridades após ação no Uruguai

José Edgar de Matos

Do UOL, em São Paulo (SP)

Fora Felipe Melo, Eduardo Baptista e torcedores, a confusão generalizada no Estádio Campeón Del Siglo, após a vitória por 3 a 2 do Palmeiras sobre o Peñarol, direcionou a atenção do público aos seguranças do clube palestrino. Acostumados ao anonimato, os 14 profissionais que estiveram em Montevidéu se tornaram xodós no retorno do Uruguai.

Divididos em dois aviões, os seguranças palmeirenses receberam tratamento de celebridade ao pisarem no saguão do Terminal 2 do Aeroporto de Guarulhos. Fotos, palavras de incentivo e até o convite para um grito de guerra com lideranças da principal organizada do clube ocorreram durante a tarde de quinta-feira em Guarulhos.

A tietagem, no entanto, começou antes mesmo da chegada ao Brasil. O segundo grupo de seguranças, que parou na Argentina antes de chegar a São Paulo, acabou abordado por torcedores ainda em solo argentino para fotos. Fruto do trabalho realizado e elogiado por Alexandre Mattos e companhia.

"Em todo lugar a gente é maltratado. É que essa [briga] estourou, né? Nós fizemos tudo já planejado. O Alexandre Mattos pediu, antes da gente sair de São Paulo, para a gente ter atenção. Falou que ia ter problema com ele, com o Felipe Melo, para a gente fazer um sistema para neutralizar eles", contou André Silva, segurança palmeirense..

"Quando eles viram a gente chegando em um monte de segurança, já viram que fomos preparados. Cinco minutos antes de acabar o jogo, todos os seguranças já desceram. Eu fiquei de olho especificamente no Felipe Melo, para ele não ser agredido, e graças a Deus consegui ter êxito", complementou.

Reprodução
Encontro dos seguranças no Uruguai com os ex-palmeirenses Girotto, João Pedro e Nathan

A palavra 'parabéns' era comum, quase natural para os torcedores que viram o trabalho dos 14 seguranças pela televisão. Desacostumados a este tipo de atenção, as novas celebridades palmeirenses agradeciam de maneira tímida.

"Pegaram os caras de pau, isso aí mesmo", disse um torcedor. Mesmo diante de um discurso mais agressivo, o termo 'obrigado' soava como natural e repetitivo entre os responsáveis por blindarem os atletas e delegação durante a confusão generalizada no Uruguai.

A homenagem final aos seguranças partiu por parte de membros da principal organizada palmeirense; alguns torcedores, inclusive, fizeram o trabalho de guiar os jogadores até os próprios veículos, estacionados na rua interna do Aeroporto de Guarulhos.

Os líderes da ação da torcida no aeroporto e os seguranças presentes no Uruguai se reuniram para uma fotografia. Na sequência, se uniram e reproduziram uma cena comum aos atletas: mãos ao centro, o lema dos Três Mosqueteiros bradado com força (um por todos, todos por um) e, para finalizar, 'um, dois, três, Palmeiras'.

Grito de guerra entoado, o fim da tarde de 'heróis' terminou de maneira categórica: aplausos e mais aplausos para os seguranças palmeirenses que saíram para Montevidéu como anônimos e retornaram como novos ídolos do atual campeão brasileiro.

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