Palmeiras entrega recurso na Conmebol com direito a carta de Felipe Melo

Danilo Lavieri

Do UOL, em São Paulo

O Palmeiras entregou nesta terça-feira (30) o recurso para tentar diminuir a punição de seis jogos de suspensão para Felipe Melo. O departamento jurídico da equipe aumentou o material de defesa com direito até a uma carta escrita a mão pelo próprio volante.

A intenção foi reforçar o que o clube já havia mostrado na primeira defesa enviada para a Conmebol. O atleta foi acuado pelos uruguaios e em nenhum momento provocou os rivais do Peñarol. Além disso, repete que as mãos levantadas para o céu é um ato religioso. A informação foi publicada pelo Sportv e confirmada pelo UOL Esporte.

Ainda de acordo com apuração da reportagem, o clube segue sem respostas da Conmebol em relação à sessão extraordinária que deseja para se defender, a exemplo do direito que o Peñarol teve no caso. Por enquanto, a defesa alviverde teve direito a apenas o envio de documentos e vídeos. Os advogados palmeirenses mantêm o otimismo que terão sucesso na solicitação.

O pedido por uma sessão extra foi feita por Maurício Galiotte, presidente do Palmeiras, que recentemente conversou pessoalmente com o mandatário da Conmebol, Alejandro Domínguez, para reclamar das punições ao clube, especialmente se comparada à punição imposta aos uruguaios.

Enquanto Felipe Melo foi punido com seis jogos, os uruguaios envolvidos na confusão pegaram cinco jogos. Além disso, o Palmeiras foi punido por três jogos sem poder levar torcida visitante, enquanto que o Peñarol fechou os portões em uma partida em casa quando já estava eliminado da competição. 

Além da reclamação individual palmeirense, os clubes brasileiros pressionaram bastante o presidente da Conmebol em encontro na CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Na ocasião, ele afirmou que pode até ser contra as punições, mas que o Tribunal é independente.

Internamente, há um clima de otimismo pela redução das penas pela tamanha repercussão do caso. Na quinta, o clube entrega o recurso para diminuir a punição que proíbe que o Palmeiras tenha torcida visitante por três jogos.

Outro que foi pressionado foi o ex-árbitro Wilson Seneme, que é presidente da Comissão de Arbitragem da Conmebol. Aos clubes brasileiros, ele afirmou que todos juízes que tiverem erros graves serão analisados e podem ser afastados por ele. 

A punição ao Palmeiras e também a eliminação da Chapecoense pela perda de pontos por causa da escalação de um jogador irregular colocam o trabalho de lobby feito pela CBF na Conmebol insuficiente

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