Vídeos de torcedores e segurança da arena ajudaram Palmeiras a reduzir pena

José Edgar de Matos

Do UOL, em São Paulo (SP)

  • Marcelo D Sants Framephoto Estadão Conteúdo

    Presidente Mauricio Galiotte depôs no último ato de defesa palmeirense antes da decisão

    Presidente Mauricio Galiotte depôs no último ato de defesa palmeirense antes da decisão

Para obter a segunda vitória no tribunal da Conmebol, que reduziu de três para apenas um jogo o veto à presença de palmeirenses como visitantes na Copa Libertadores, o Palmeiras usou depoimentos de presentes no Estádio Campeón Del Siglo, em Montevidéu, palco do confronto com uruguaios do Peñarol, e vídeos, como o mostrado com exclusividade pela coluna De Primeira, que comprova atos racistas de torcedores do clube uruguaio.

Até o presidente Mauricio Galiotte falou na audiência de defesa, ocorrida há uma semana, na sede da Conmebol, em Assunção, com o intuito de amenizar o castigo ao clube. Deu certo, e o Palmeiras contará com torcida novamente nas quartas de final, desde que o adversário seja o Atlético-PR – contra o Santos, o público palmeirense acaba vetado pelo pedido do Ministério Público de SP sobre clássicos com apenas público mandante.

O departamento jurídico palmeirense, representado pelos advogados André Sica e Alexandre Zanotta, apresentou imagens de torcedores presentes nas arquibancadas do Estádio Campeón Del Siglo, nas quais exibem as bombas arremessadas pelos uruguaios antes de a confusão se instalar.

Torcedores também foram ouvidos pelo próprio clube alviverde, e os depoimentos levados à defesa apresentada na segunda-feira (26). Declarações do chefe de segurança do próprio estádio uruguaio e do delegado da Conmebol presente no jogo ocorrido em abril entraram também na apelação apresentada à entidade sul-americana.

Além das declarações apresentadas, o presidente Mauricio Galiotte prestou depoimento para defender o Palmeiras. O mandatário fez lobby em pelo menos duas ocasiões para beneficiar o atual campeão brasileiro no julgamento.

Até uma conversa com o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, na sede da CBF, serviu como uma forma de defesa. O mandatário encontrou-se com o dirigente da entidade antes do veredito final sobre Felipe Melo - punido agora só com três jogos de suspensão pela confusão com atletas do Peñarol.

O departamento jurídico utilizou-se até de números do Allianz Parque para condenar a falta de estrutura fornecida para o Peñarol no dia do conflito. No estudo apresentado à Conmebol, o Palmeiras acusou o Peñarol de falta de segurança para uma partida daquele calibre.

Segundo relatos apurados pela reportagem do UOL, apenas 60 seguranças uruguaios trabalharam na partida; para grau de comparação, segundo números apresentados pela WTorre, a arena palmeirense possui mais de 500 por jogo, espalhados por todos os setores da arena – arquibancada e parte interna.

Ao expor ao tribunal a quantidade de profissionais nas partidas como mandante, o Palmeiras quis atestar o "zelo" pela segurança na capital paulista para afastar qualquer tipo de culpa com o caso ocorrido no Uruguai.

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