Cuca relata desespero de Guerra: "Não tem um que não liga para a família"

Do UOL, em São Paulo (SP)

  • AFP / RODRIGO BUENDIA

    Cuca relatou o desespero de Guerra na concentração nesta tarde

    Cuca relatou o desespero de Guerra na concentração nesta tarde

A saída repentina de Alejandro Guerra da concentração do Palmeiras, após o caso de afogamento do filho do jogador venezuelano, no Brasil, obviamente abateu todo o elenco do Palmeiras, horas antes da derrota para o Barcelona-EQU, pela Copa Libertadores da América. O técnico Cuca relatou o drama do venezuelano no Equador.

Em entrevista coletiva após a partida, Cuca admitiu o efeito no grupo do ocorrido com Guerra, que retornou ao Brasil para acompanhar a evolução do quadro do filho. O menino de 3 anos está internado no Hospital Albert Einstein em estado estável, segundo o Palmeiras.

"Meio-dia, você olha ele correndo, desesperado pelo corredor, com desencontro de informações e notícias pesadas para uma criança de três anos. Não tem um que não liga na mesma hora para a família. Qualquer ser-humano sente; time que tem um jogador assim vai sentir", declarou o treinador, antes de, no entanto, negar qualquer peso pelo ocorrido na atuação do time.

"Foi uma notícia ruim que podia ser pior pelo cenário que se apresentou. Lógico que foi um baque, um choque para a gente (...) Emocionalmente é ruim para todos. Quem é pai sabe o que uma pessoa passa numa situação dessas", acrescentou.

Cuca, no entanto, tratou de descartar este "baque" como um fator para o resultado negativo.

"Isso não teve influência no resultado, teve influência o desfalque dele. (...) Não seria justo dizer que perdemos por causa do lado emocional, não é uma desculpa", acrescentou Cuca, que enxergou uma queda da equipe na parte final, a mais importante do duelo.

"Perdemos porque sentimos os 15min finais; sentimos o cansaço, a viagem. A mexida que fizemos foi para dar um gás novo, mas elas não surtiram tanto efeito. Deixamos o time mais ofensivo para fazer o gol, mas ficamos muito atrás. Isso é do jogo e faz parte, vamos mobilizar em todos sentidos para reverter em casa", analisou.

Alejandro Guerra deixou o Equador horas antes do jogo desta quarta no Estádio Monumental. O meia acabou liberado pela diretoria para acompanhar a evolução do quatro do filho em São Paulo. 

Elenco era atualizado sobre o estado do filho de Guerra

As perguntas sobre Guerra, naturalmente, se estenderam aos jogadores do Palmeiras. O atacante Willian, por exemplo, relatou como o grupo encarou a notícia do afogamento do filho do venezuelano e o alívio após as primeiras confirmações sobre o estado de saúde estável do menino.

"A gente realmente ficou muito chateado e triste com essa situação, primeiramente pela vida do filho dele. Mas a gente tinha as informações que ele estava bem, não tinha mais perigo nenhum, estava na UTI, mas bem cuidado, sem risco de vida", relatou Willian ao 'Sportv'.

"A gente tentou fazer o máximo em campo para poder dar um resultado positivo para ele, que tem uma importância muito grande na equipe, infelizmente não conseguimos o resultado, mas acredito que não atrapalhou", assegurou o atacante.

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