Eliminação reforça Libertadores como "única salvação" do Palmeiras no ano

José Edgar de Matos

Do UOL, em São Paulo (SP)

A enorme desvantagem em relação ao líder Corinthians no Campeonato Brasileiro (14 pontos) direcionou o planejamento do Palmeiras para basicamente dois jogos: Cruzeiro e Barcelona-EQU. No primeiro teste, na última quarta-feira, no Mineirão, o atual campeão brasileiro falhou e foi eliminado pelo Cruzeiro. A perda do primeiro objetivo sobrecarrega o segundo. Agora, o clube joga praticamente todas as suas fichas no compromisso contra os equatorianos, marcado para o próximo dia 9.

A situação na Copa Libertadores é ainda mais difícil do que a encontrada em Belo Horizonte. Diante do Cruzeiro bastava uma vitória simples, que estava na mão até os 40min do segundo tempo, quando Diogo Barbosa assegurou o 1 a 1 e a classificação do Cruzeiro à semifinal. Keno, 14min antes, tinha aberto o placar para o clube alviverde no Mineirão.

Contra o Barcelona, o Palmeiras vai precisar de um triunfo por dois gols de diferença para seguir na competição sul-americana, o principal objetivo do ano. A derrota por 1 a 0 na ida, ocorrida em 5 de julho, deixa o clube equatoriano em vantagem para o jogo no Allianz Parque.

O confronto do próximo dia 9 é encarado como fundamental para definir o futuro do Palmeiras no ano. O alto investimento feito no começo do ano foi direcionado para a Libertadores, e isso se reflete no perfil do próprio elenco montado – Miguel Borja [R$ 35 milhões] e Alejandro Guerra [R$ 10 milhões] chamaram a atenção pelas atuações com o Atlético Nacional-COL no ano passado.

Cuca, depois da eliminação na Copa do Brasil, tratou de direcionar o foco para o dia 9, mesmo com três compromissos de Campeonato Brasileiro (Avaí, Botafogo e Atlético Paranaense) antes do confronto pela Libertadores.

"Eu já falei que, no dia 9, se Deus quiser, vou poder colocar o time que considero o ideal, porque terei todos na mão", comentou o treinador, que não contou com Deyverson, Bruno Henrique, Juninho, Luan e Mayke – Willian não estará disponível no dia 9 por lesão.

A pressão não vem só da torcida. A patrocinadora do clube, responsável pelos maiores investimentos palmeirenses no mercado da bola, expõe o desejo pelo título continental.  "O que os torcedores do Palmeiras podem esperar da patrocinadora, da Crefisa, da Faculdade das Américas e da Leila Pereira é que não mediremos esforços para conquistar a Libertadores. Eu quero ver o Palmeiras campeão mundial", declarou Leila Pereira, ainda em dezembro do ano passado, à Rádio Globo. Ela e o marido, José Roberto Lamacchia, mantém o discurso e têm acompanhado o investimento de perto - estiveram no Mineirão, na última quarta, e em Guayaquil, no jogo de ida das oitavas da Libertadores. 

Fora a patrocinadora, dentro do clube o jogo do dia 9 era encarado como especial pelo próprio Cuca. O treinador, ainda sem encontrar a formação ideal, vai promover um retiro em Atibaia para se fechar com o elenco. O clube ainda não confirma a data da viagem.

No interior, sem a estrutura do Centro de Excelência da Academia de Futebol, Cuca terá de trabalhar para achar o time ideal. O treinador carrega a responsabilidade de ver o ano de 2017, marcado pelo alto investimento no clube e o retorno após o título brasileiro, frustrado ainda no começo de agosto.

Presidente reforça "foco" na Libertadores

A direção palmeirense também não nega o grande desejo pela competição sul-americana. Depois da eliminação para o Cruzeiro, no Mineirão, Mauricio Galiotte, que voltou a acompanhar a delegação após 20 dias afastado da presidência, reforçou o próximo dia 9 como decisivo para o clube.

"É um jogo muito importante, temos um foco muito grande. Desejamos muito a Libertadores e vamos trabalhar para conseguir. Agora, o trabalho continua. O grupo é competente, o trabalho é sério e só não nos classificamos hoje [quarta-feira] por alguns minutos", analisou, em entrevista ao 'Sportv'.

O dirigente ainda tratou de minimizar o peso pelos altos recursos movimentados para a montagem do elenco, o maior feito no Brasil para 2017. "Investimento todos os clubes fizeram. Nós tivemos condições e fizemos. Mas, claro, não vamos ganhar sempre, e nem todas. Acreditamos que o elenco é competitivo, temos convicção disso, e agora é dar continuidade."

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