Visitante perigoso, Atlético-PR joga sobrevivência pela 4ª vez fora de casa

Napoleão de Almeida

Colaboração para o UOL

  • Ivan Alvarado/Reuters

    Atlético comemora: cena frequente nos jogos fora de Curitiba

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Não é novidade para esse time do Atlético Paranaense a necessidade de vencer um adversário longe de seus domínios para avançar na Copa Libertadores. É verdade que a situação contra o Santos é a mais complicada até aqui, pois perdeu em Curitiba e ainda levou três gols, o que o obriga a vencer por pelo menos dois de diferença ou por placares acima de 3 a 2. Mas contra Millonarios, Deportivo Capiatá e Universidad Católica, o Furacão mostrou que sabe jogar como visitante. É o segundo melhor de toda a Libertadores, atrás apenas do River Plate.

Na primeira ocasião, visitou a Colômbia após vencer em Curitiba por 1 a 0. Não segurou a pressão nos 90 minutos, mas conseguiu eliminar o Millonarios nos pênaltis, avançando a segunda eliminatória antes da fase de grupos. Lá, encontrou o Deportivo Capiatá, do Paraguai. Teria direito a jogar em casa, pelo regulamento da Conmebol, como melhor ranqueado, mas a confederação inverteu o mando. Em Curitiba, placar de 3 a 3 e novamente a pressão de decidir fora. Conseguiu o placar de 1 a 0 e entrou na fase de grupos.

Já nos grupos, oscilou em casa e, após perder na Arena por 0 a 3 para o San Lorenzo (havia vencido na Argentina por 1 a 0) se viu obrigado a ter de derrotar de qualquer forma a Universidad Católica no Chile, com quem havia empatado em Curitiba por 2 a 2. Numa virada épica, saiu atrás e conseguiu o 2 a 1 sobre o rival, que ainda empatou. Mas já no finalzinho do jogo, em um contra-ataque, fez 3 a 2 e se classificou.

Agora, contra o Santos, precisa repetir o placar que conseguiu em 2005 contra o mesmo adversário, na ocasião nas quartas de final. O 2 a 0 daquele ano foi facilitado pela vitória em casa por 3 a 2. Mas nessa temporada os números colocam o Atlético com números muito parecidos tanto como mandante, quanto como visitante. São sete vitórias e oito empates em 25 jogos longe de Curitiba, contra 10 vitórias, 8 empates e 8 derrotas com mando de campo. No Brasileirão venceu mais vezes fora do que na Arena: 4 a 3.

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