Vilão em duas Libertadores pode jogar final recuperado por Renato Gaúcho

Do UOL, em Porto Alegre

  • Lucas Uebel/Grêmio

    Bressan pode ser titular do Grêmio no jogo decisivo de quarta, na vaga de Kanemann

    Bressan pode ser titular do Grêmio no jogo decisivo de quarta, na vaga de Kanemann

Se o trabalho de bastidores não der certo e o Grêmio não conseguir escalar Kannemann no jogo de volta da final da Libertadores, caberá a Bressan ser titular do time. Com passado de vilão em Libertadores, o zagueiro conta com apreço de Renato Gaúcho para resgatar de vez sua imagem.

Ele tinha 20 anos, havia chegado do Juventude há poucos meses, e já teve que atuar em jogo decisivo na Libertadores. Em Bogotá, contra o Santa Fé nas oitavas de final da Copa de 2013, Bressan ocupou a vaga do expulso Cris. Para o Grêmio seguir naquela edição da competição bastava não sofrer gols, pois havia vencido o duelo de ida por 2 a 1 na Arena. Não aconteceu.

No segundo tempo, Medina entrou na área após tabela, Bressan saiu para abafar a jogada e acabou driblado. Quase na marca do pênalti, o jogador empurrou para a rede de Dida e decretou o avanço dos colombianos. De toda forma, Bressan não foi culpado único. A falha coletiva que proporcionou a aproximação do jogador segregou a responsabilidade no tento sofrido. Mas não foi o mesmo que ocorreu três anos mais tarde.

Com muitos problemas na zaga em 2016, o Grêmio precisou escalar a dupla Bressan e Fred no duelo de ida das oitavas de final contra o Rosario Central. E um cruzamento da intermediária acabou com falha de ambos e gol de Marco Ruben. O placar de 1 a 0 na Arena combinado com 3 a 0 na Argentina arrancou o Tricolor daquela Libertadores.

Bressan esteve emprestado ao Peñarol, do Uruguai, viveu momentos complicados no clube, mas voltou ainda sob desconfiança. A fase só foi amenizada a partir de Renato Gaúcho. Foi o treinador que resgatou o jogador, refez sua relação com a torcida e hoje acredita poder escalá-lo no jogo mais importante dos últimos dez anos do Grêmio.

"Quando vim de Caxias em 2013, sabia que teria momentos bons e ruins. Estava disposto a lutar por eles. Sempre procurei me doar ao máximo, sei do peso dessa camisa. Agora na final da Libertadores, e lá em 2013 sempre foi meu sonho. Agora é oportunidade de disputar a maior competição da América na final. Colocar em prática. Tudo pode acontecer na final", disse na última semana. "É importante sempre estarmos todos preparados. O Renato sempre fala isso: não dá para baixar a guarda porque a chance aparece e sabemos da responsabilidade que é a final da Libertadores. Temos que ter esta tranquilidade, sabendo que o trabalho é bem feito", completou.

A resposta da Conmebol sobre o pedido de liberação de Kannemann, protocolado na última sexta-feira, será apresentada apenas na segunda. Internamente, o Grêmio nutre expectativa baixa de reverter o amarelo.

Por ter vencido o jogo de ida por 1 a 0, o Grêmio joga por qualquer vitória ou empate contra o Lanús, na próxima quarta, no estádio La Fortaleza. Derrota por um gol de vantagem, independentemente do placar, leva a decisão para a prorrogação e depois pênaltis. Derrota por dois ou mais de diferença dá a taça aos argentinos. 

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