Mais "pesada" da história, Liberta dá adeus a final em 2 jogos e afirma VAR

Do UOL, em São Paulo

  • Lucas Uebel/Grêmio

    Arthur e Luan estão entre jogadores mais valiosos da América do Sul

    Arthur e Luan estão entre jogadores mais valiosos da América do Sul

Esta terça-feira inaugura a fase de grupos de mais uma edição da Copa Libertadores. E a edição, em termos de tradição e presença de campeões, é especial. Na mais "pesada" e competitiva disputa da história, 16 dos 25 clubes que já levantaram a taça da competição mais cobiçada da América do Sul estarão em campo nesta fase, em um recorde absoluto - O Olimpia era o 17º campeão na competição, mas foi eliminado na segunda fase. Serão 41 títulos em jogo, e cada um dos oito grupos terá pelo menos um time que já conquistou o torneio.

A edição atual ainda é marcada pelo investimento pesado de brasileiros e argentinos na montagem de elencos, a despedida do formato tradicional de final em duas partidas e a afirmação da aplicação do VAR (árbitro de vídeo) nas fases decisivas da competição. Veja, abaixo, mais sobre os destaques da Libertadores de 2018:

Fase de grupos já começa com peso e cheia de clássicos

Os 41 títulos divididos entre 16 times resultam em uma fase de grupos repleta de confrontos entre alguns dos maiores vencedores da história da Libertadores. No Grupo F, são três campeões e dez títulos, com destaque para o confronto entre Santos e Estudiantes – ainda pertence ao grupo o tricampeão Nacional. No Grupo G, o atual campeão brasileiro Corinthians vai encarar o Independiente, maior vencedor da história da competição continental com sete títulos.

Ricardo Rímoli/AGIF
Independiente é o clube com mais títulos na história da Libertadores, e encara o Corinthians

O Palmeiras reedita as finais de 2000 e 2001 diante do Boca Juniors no Grupo H, enquanto o Flamengo encara um River Plate que investiu muito na formação do elenco em 2018 no Grupo D. Cruzeiro e Racing, por último, fazem outro confronto tradicional entre campeões, com três títulos em jogo no Grupo E, que ainda tem o Vasco como campeão.

Argentinos lideram investimento, mas brasileiros são mais valiosos

O River Plate, que tirou Lucas Pratto do São Paulo, aparece isolado como quem mais investiu na formação do elenco para a Libertadores – foram 57 milhões de euros, segundo o site Transfermarkt, especialista em monitorar o mercado de transferências do futebol. Dos cinco clubes que mais gastaram, três são argentinos e dois brasileiros. O Palmeiras é o segundo que mais gastou (37 milhões de euros), seguido do Boca (28 milhões). Cruzeiro (25 milhões) e Racing (22 milhões) fecham o ranking.

Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação
Lucas Lima w Gustavo Scarpa foram reforços do Palmeiras, que tem elenco mais valioso

A proporção se inverte no valor total dos elencos, também segundo o Transfermarkt – são três brasileiros e dois argentinos no top 5. O grupo mais valioso é do Palmeiras (89 milhões de euros), seguido do Boca Juniors (87,8 milhões de euros). Flamengo (87,5 milhões), Cruzeiro (79,5 milhões) e River Plate (75,1 milhões) fecham a lista.

Estrelas de clubes brasileiros são jogadores mais caros

Se depender de valor de mercado, as três maiores estrelas em potencial da Libertadores 2018 são brasileiras: Luan, do Grêmio, repete o ano passado e volta a aparecer como atleta mais valioso da competição, mas, desta vez, divide o posto com Vinicius Júnior, do Flamengo: ambos estão avaliados pelo Transfermarkt em 20 milhões de euros. O também gremista Artur aparece em seguida com um valor de 14 milhões de euros. O jogador estrangeiro mais valioso é Christian Pavón, do Boca Juniors, avaliado em 13 milhões de euros.

Luciano Belford/AGIF

Os valores são estimativas do Transfermarkt sobre o mercado atual dos jogadores – Vinicius Júnior, por exemplo, foi negociado para o Real Madrid por 45 milhões de euros, mais do que o dobro de sua avaliação atual. A lista dos mais valiosos ainda tem os palmeirenses Dudu e Lucas Lima, o santista Gabigol e o vascaíno Paulinho.

Algumas regras já mudaram, outras, só em 2019. VAR só na reta final                                             

A Conmebol anunciou na última sexta-feira que a Libertadores passará a ter apenas um jogo na final, disputado em campo neutro. A mudança, entretanto, não vale para a edição atual, e será implementada apenas em 2019. Nesta competição, a decisão será em duas partidas, uma na casa de cada finalista.

Ao longo de janeiro, a entidade também chegou a discutir a implementação do VAR, árbitro de vídeo, desde a fase de grupos, mas optou por utilizar o recurso apenas nas fases decisivas. A tendência é de que em 2018 o VAR seja utilizado a partir das semifinais, seguindo o que ocorreu na edição de 2017.

Aplicada em 2017, uma mudança de regra seguirá valendo em 2018: os melhores primeiros colocados já não enfrentam mais os piores segundos nas oitavas de final. Haverá sorteio, e qualquer primeiro colocado poderá encarar qualquer segundo na fase mata-mata.

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