Carille faz tentativas, mas volta a sentir falta de camisa 9 no Corinthians

Dassler Marques e Diego Salgado

Do UOL, em São Paulo

  • AFP PHOTO / GUILLERMO MUNOZ

    Recém chegado ao Corinthians, Mateus Vital foi homem mais avançado do time

    Recém chegado ao Corinthians, Mateus Vital foi homem mais avançado do time

Sem contratar um centroavante para a disputa da Copa Libertadores, o Corinthians atuou novamente com dois meias e dois pontas, mas desta vez finalizou pouco e empatou sem gols em visita ao Millonarios-COL. Celebrado pelos jogadores e por Fábio Carille, o ponto foi somado em jogo de segurança defensiva, só que mais uma vez com dificuldades no setor ofensivo. 

Em 90 minutos, a equipe de Fábio Carille concluiu só cinco vezes e só conseguiu assustar de verdade com o zagueiro Henrique, que na melhor ocasião alvinegra acertou o travessão depois de cobrança de escanteio. Na construção de jogadas, também houve dificuldades pela falta de um homem na área, o que o treinador conseguiu ajustar no segundo tempo. 

"Nós não conseguíamos ficar com a bola. O Carille pediu para mudar e controlarmos mais com a bola no pé. No segundo tempo, ficamos mais com a bola, o que era importante", explicou o jovem Mateus Vital, na saída do estádio El Campín. 

Meia de origem, Vital se revezou com Jadson pelo centro do ataque no primeiro tempo, mas o Corinthians não conseguiu cumprir o que Carille esperava. Sem um jogador de área, capaz de reter a bola como o treinador gosta e Jô fazia em 2017, a solução foi pedir para o mesmo Mateus adiantar. Assim, o time melhorou no segundo tempo. 

"O Mateus foi muito bem dentro do que a gente esperava. Controlando a bola, sustentando...em Libertadores tem que segurar a bola, aguentar trombada e ele fez bem, conseguiu jogar", avaliou o treinador, que por conta de suspensão não teve Rodriguinho, destaque no clássico contra o Palmeiras no último domingo.  

Sheik entra no fim e vai bem como centroavante 

Sem um jogador alto na frente, Carille optou pela entrada de Júnior Dutra na vaga de Clayson no segundo tempo, mas não mudou a configuração, com Dutra como ponta pela esquerda mais uma vez. Em contrapartida, Sheik é que atuou como centroavante nos 25 minutos finais e, pela primeira vez no retorno, conseguiu alguns bons lances. 

"Sabemos o que o Sheik pode dar. Ele ficou um bom tempo parado, eu fui colocando nos jogos e fizemos alguns jogos-treino principalmente para ele. Hoje ele entrou muito bem e nos ajudou a conquistar esse ponto", elogiou o treinador.

"O Fábio vem acompanhando não só os 11, mas olha os atletas e dá oportunidades a todos. Eu fico feliz de a cada jogo estar melhorando e consequentemente podendo ajudar", declarou Emerson à Fox Sports.

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