Com Nacional, Santos inicia decisões que podem deixar Jair "balançando"

Samir Carvalho

Do UOL, em Santos (SP)

  • Daniel Vorley/AGIF

    Jair Ventura já começou a sofrer pressão no Santos após jejum de vitórias

    Jair Ventura já começou a sofrer pressão no Santos após jejum de vitórias

O Santos enfrenta o Nacional-URU nesta quinta-feira (15), às 19h15 (de Brasília), no estádio do Pacaembu, pressionado para reagir. A partida diante dos uruguaios, a segunda da equipe pela fase de grupos da Copa Libertadores da América, inicia uma série de confrontos decisivos que podem refletir, principalmente, no cargo do técnico Jair Ventura.

O tropeço na estreia, derrota por 2 a 0 diante do Real Garcilaso, na altitude de 3.400 m de Cusco, no Peru, forçam o Santos a vencer os uruguaios. Caso contrário, poderá se complicar em um dos grupos mais equilibrados da competição sul-americana. A diretoria santista nunca escondeu que a Libertadores é uma prioridade para o clube.

O problema é que a equipe santista ainda não convenceu nesta temporada e tem dificuldades até mesmo como mandante: só venceu duas de seis partidas. No Pacaembu, palco do jogo, empates por 1 a 1 contra o Ituano e no clássico contra o Corinthians.

Além disso, ainda enfrenta uma sequência de mais dois jogos decisivos: contra o Botafogo-SP, no próximo domingo (18) e quarta-feira (21), pelas quartas de final do Paulista, além de uma sequência de partidas na competição continental - jogos que devem decidir os classificados do grupo. Uma eliminação inesperada pode causar dificuldades para a sequência do trabalho do treinador à frente do clube.

Apesar dos pouco mais de três meses no cargo, Jair já não é mais unanimidade internamente. A última insatisfação da diretoria santista foi pela estratégia adotada pelo treinador de poupar os titulares, no último domingo (11), refletida com uma derrota por 3 a 1 para o São Bento, já desclassificado e em plena Vila Belmiro, pela 12ª rodada do Campeonato Paulista.

O tropeço ainda levou a equipe a quarta partida consecutiva sem vencer, mas não é só. Dirigentes e treinador divergem sobre a decisão de poupar jogadores. A principal discussão recai sobre o atacante Gabriel Barbosa, que não joga desde a derrota para o Garcilaso, há duas semanas.

Jair Ventura alega que poupa seus jogadores para evitar lesões no início de temporada. Vale ressaltar também que o Santos entrou em campo classificado para as quartas de final do Paulista. Por sua assessoria, Jair reiterou que não há interferência em seu trabalho.

Dirigentes santistas também consideraram o time bastante desorganizado e vulnerável diante do São Bento. Antes de poupar os titulares no domingo, Jair Ventura já levantava críticas por parte da diretoria santista. A cúpula alvinegra não gosta de ver o Santos atuando atrás da linha da bola e apostando somente nos contra-ataques.

O treinador negou a informação de que a equipe joga nos contra-ataques e fez questão de apresentar alguns números como superioridade de posse de bola nos clássicos e os gols com jogadas trabalhadas.

O Santos, no entanto, fez uma campanha modesta na primeira fase do estadual, somente a quarta melhor geral com 50% de aproveitamento dos pontos disputados, atrás de Palmeiras, Corinthians e até mesmo Novorizontino.

Para a partida, o técnico deve, inclusive, atender ao desejo da torcida de manter o jovem Rodrygo, considerada a principal promessa do clube, como titular. O clube solicitou por meio de ofício a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a liberação do jogador e de outra jovem promessa, o também atacante Yuri Alberto, de convocação para amistosos com a seleção sub-20.

"Eu já assisti muitas vezes os uruguaios pela televisão jogando contra o Santos. Olhando a catimba deles eu até ficava nervoso em casa, mas não tem porquê ficar nervoso dentro de campo. Deixa isso de catimba para eles, aqui nós só vamos jogar bola", disse Rodrygo.

Apesar das sombras de Dodô e de Victor Ferraz, recuperado de lesão, Jair também deve optar pelas laterais com Jean Mota e Daniel Guedes.

"Trabalhamos a semana inteira com variações e tentando surpreender. É um time que cruza bastante. Vamos fechar os espaços para não ter os cruzamentos, são 32 cruzamentos nesta competição. Eles costumam usar o 4-4-2, linha baixa e usam bastante do conta-ataque", explicou Mota.

O Nacional-URU vive boa fase, é o segundo colocado no campeonato uruguaio. Para a partida, a equipe do técnico Alexander Medina não contará com o lateral Jorge Fucile, que jogou no Santos em 2012. Ele deve ser substituído por Peruzzi. E, no ataque, a dúvida sobre a escalação de Bergessio ou Sebástian Fernandez.

FICHA TÉCNICA
Santos x Nacional-URU

Data:
15 de março de 2018, quinta-feira
Local: Estádio Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu), em São Paulo (SP)
Horário: 19h15 (de Brasília)
Árbitro: Ulises Mereles (Paraguai)
Assistentes: Dario Gaona e Carlos Caceres (ambos do Paraguai)

Santos: Vanderlei; Daniel Guedes (Victor Ferraz), David Braz, Lucas Veríssimo e Jean Mota (Dodô); Alison, Léo Cittadini e Vecchio; Rodrygo, Eduardo Sasha e Gabriel Barbosa. Técnico: Jair Ventura

Nacional-URU: Conde; Peruzzi, Corujo, Arismendí e Polenta; Romero e Oliva; Zunino, Viúdez e De Pena; Sebastián Fernandez (Bergessio). Técnico: Alexander Medina

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