Pressionado, Fla encara Santa Fé entre céu e inferno na Libertadores

Bruno Braz

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Leo Correa/AP

    Fla e Santa Fé voltam a se enfrentar. No Maracanã, duelo acabou em 1 a 1

    Fla e Santa Fé voltam a se enfrentar. No Maracanã, duelo acabou em 1 a 1

Cobranças duras ao presidente Eduardo Bandeira de Mello, vaias ao técnico interino Mauricio Barbieri... A despedida do goleiro Julio Cesar, que culminou na vitória por 2 a 0 sobre o América-MG no último sábado, na estreia no Campeonato Brasileiro, conseguiu maquiar, mas não dissipou a pressão que o Flamengo sofre para a partida desta quarta-feira, contra o Santa Fé, em Bogotá (COL), pelo Grupo 4 da Copa Libertadores.

O duelo tem um caráter decisivo e pode colocar o Rubro-Negro tanto no céu quanto no inferno. Uma vitória deixa a classificação da equipe muito bem encaminhada para as oitavas de final da competição. Em compensação, uma derrota pode colocar o time fora da zona de avanço de fase.

No embarque, um grupo de seis torcedores realizou um protesto agressivo, com xingamentos principalmente ao presidente do clube, Eduardo Bandeira de Mello, que precisou ser escoltado por seguranças particulares do aeroporto. Barbieri também foi cobrado e esboçou uma reação, mas o torcedor que o xingou foi contido. Diego foi outro que ouviu cobranças, um pouco mais amenas.

O meia, aliás, ainda é dúvida para a partida, embora tenha viajado para a Colômbia. Poupado diante dos mineiros no último fim de semana por conta de dores musculares na coxa direita, ele treinou normalmente e aumentou suas chances de estar em campo.

"Aqui é Flamengo. A cobrança sempre é maior. Somos cobrados por títulos. Mesmo líderes do grupo e em segundo no Brasileiro, temos sempre que mostrar um bom futebol", declarou o lateral esquerdo Renê.

Com cinco pontos, o Flamengo é o líder do seu grupo Libertadores, levando a melhor sobre o River Plate (ARG) no critério de desempate.

SANTA FÉ (COL) X FLAMENGO
Local:
El Campín, Bogotá (COL)
Hora: 21h45 (horário de Brasília)
Árbitro: Daniel Fedorczuk (URU)
Auxiliares: Richard Trinidad (URU) e Miguel Nievas (URU)

Santa Fé
Zapata, Arboleda, Javier López, Tesillo e Nicolás Uribe; Perlaza, Gordillo Vargas e Armando Vargas; Anderson Plata, Wilson Morelo e Jhon Pajoy
Técnico: Agustín Julio Castro

Flamengo
Diego Alves, Rodinei, Juan, Réver e Renê; Cuellár, Willian Arão e Diego (Éverton Ribeiro); Vinicius Junior, Henrique Dourado e Lucas Paquetá
Técnico: Maurício Barbieri (interino)

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