Sem perder foco na Libertadores, Corinthians celebra Democracia e Sócrates

José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo

  • Ronny Santos/Folhapress

    Arena Corinthians volta a ser palco de jogo do time após quatro partidas longe de casa

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O Corinthians volta para casa depois de quatro jogos longe de sua arena. De olho na classificação antecipada para as oitavas de final da Copa Libertadores, o Alvinegro recebe o Independiente, da Argentina, às 21h45, em seu estádio, na capital paulista. Mas sem perder o foco na competição continental, o clube presta homenagens para um dos momentos marcantes de sua história. Antes do confronto, será inaugurada uma estátua com a imagem do ex-jogador Sócrates e o time entra em campo com o novo uniforme, que faz referência à Democracia Corintiana.

"Claro que fico muito feliz, tanto o Sócrates como a Democracia Corintiana devem ser lembrados sempre que possível", disse o ex-jogador Casagrande, companheiro do Magrão e um dos integrantes do time que ficou fez história no início da década de 80.

Jorge Araújo/Folhapress
Casagrande e Sócrates comemoram título de 83
"Acho bacana a homenagem. Vou acompanhar e fico feliz por isso, porque acabou sendo uma marca na vida do Sócrates. Recebo muita coisa referente a isso. Até uma revista e um restaurante na Turquia têm o nome do Sócrates, fizeram também música na Itália. O Corinthians tem de reconhecer, porque é uma marca muito forte. Tudo dele [Sócrates] é muito relacionado a isso [Democracia]", completou Sóstenes, irmão mais velho de Sócrates. 

O movimento que inspirou o novo uniforme do Corinthians surgiu em um momento em que o país passava por um regime de ditadura militar. No clube, porém, as decisões - desde demissões até contratações - eram baseadas em eleições, sendo que funcionários, jogadores, comissão técnica e diretoria tinham direito ao voto e todos com o mesmo peso.

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Nova camisa do Corinthians
"Foi um momento diferente dentro do futebol. O clube se envolvia dentro de um processo político. Até hoje é inovador, não tem nada igual, foi um foi uma filosofia de trabalho vencedora que foi abraçada por todos os atletas que se aplicavam para buscar resultados dentro de campo", explicou Zenon, que também era um dos representantes do movimento e tem muitas recordações daquele time.

"Tenho todas camisas guardadas com muito carinho porque foi um momento mágico. Eu me considero um privilegiado de ter participado daquele momento até a saída do Sócrates, em 1983, quando a Democracia praticamente acabou. Acho muito válida essa homenagem para o Sócrates que foi um dos gênios no mundo futebolístico e fora dele. Ele era uma pessoa diferenciada, brigava muito pela sociedade brasileira e sempre se colocava à frente de tudo, pensando no melhor de todos", completou Zenon.

Naquele período, o Corinthians conquistou o bicampeonato paulista (82 e 83) e ainda quitou suas dívidas financeiras. Ou seja, inspiração não deve faltar para o time de Carille nesta quarta-feira à noite. "Espero que o uniforme dê sorte. Pode ser que ajude e seja uma espécie de amuleto. Nós fomos vitoriosos, mas camisa não ganha jogo", brincou Zenon.

Ficha técnica

Corinthians x Independiente-ARG

Local: Arena Corinthians, em São Paulo
Horário: 21h45 (Brasília)
Árbitro: Victor Hugo (Peru)
Auxiliares: Jonny Bossio e Victor Raez (ambos do Peru)

Corinthians: Cássio, Mantuan, Balbuena, Henrique e Sidcley; Gabriel e Maycon; Romero, Rodriguinho, Jadson e Mateus Vital. Técnico: Fábio Carille.

Independiente-ARG: Martín Campaña; Gastón Silva, Jorge Figal, Fernando Amorebieta e Alan Franco; Nicolás Domingo e Diego Rodríguez; Maximiliano Meza, Martín Benítez e Leandro Fernández; Emmanuel Gigliotti. Técnico: Ariel Holan.

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