Boca e River empatam jogaço de quatro gols em 1ª final da Libertadores

Do UOL, em São Paulo

  • Juan Ignacio Roncoroni/EFE

O peso da rivalidade entre Boca Juniors e River Plate deixou tudo igual na primeira final da Copa Libertadores. Com boas atuações de Darío Benedetto, "carrasco" do Palmeiras, e Lucas Pratto, ex-São Paulo, os rivais históricos empataram por 2 a 2 neste domingo (11), na Bombonera lotada.

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A partida de volta acontece no dia 24 de novembro, em um sábado, às 18 horas (de Brasília). O palco será o Monumental de Nuñez, casa do River Plate no bairro de Belgrano, em Buenos Aires. Os dois gols feitos pelos "millonarios" fora de casa não contarão como critério de desempate, de modo que um novo empate por qualquer placar levará a grande decisão para os pênaltis.

Assim como ocorrerá no Monumental, o duelo deste domingo teve torcida única. Técnico do River, Marcelo Gallardo cumpriu suspensão e não comandou o time, e uma determinação de segurança também o impediu de entrar na Bombonera lotada de rivais para assistir ao jogo das tribunas.

Vale lembrar que a histórica final entre Boca e River tem outro enorme atrativo: esta será a última decisão de Libertadores com dois jogos. A partir do ano que vem, o torneio definirá seu campeão em partida única disputada em campo neutro.

O melhor: Benedetto entra e muda o jogo

Raúl Martínez/EFE

Darío Benedetto já se acostumou a ser "protagonista-surpresa" do Boca nesta Libertadores. Reserva no time de Schelotto neste domingo, ele foi chamado aos 26 do primeiro tempo para substituir Pavón, que sofreu com dores na coxa esquerda e deixou o campo irritado com uma possível lesão muscular. A história do jogo mudaria para os dois lados a partir deste ponto.

Com a ligeira mudança tática e de estilo no ataque do Boca, a partida se abriu dos dois lados. Para começar, aos 33, Ábila recebeu a bola após boa troca de passes dos companheiros e chutou para a defesa de Armani. Ele próprio pegou o rebote, aproveitou uma pequena falha do goleiro e abriu o placar.

O "carrasco" do Palmeiras na semifinal voltou a brilhar no fim do primeiro tempo. Aos 45, Villa levantou em cobrança de falta e acertou a cabeça de Benedetto, que tocou para o gol e encontrou a rede defendida por Armani. Algoz de time brasileiro, reserva predestinado e protagonista da primeira final. Que Libertadores faz o atacante!

Só faltou estrela aos 46 do segundo tempo, quando recebeu linda bola de Tévez e chutou, mas Armani cresceu diante dele. Seria o gol da vitória... Mas não foi.

O pior: Izquierdoz tira vantagem do Boca

Pressionado pelo atacante Lucas Pratto, que já havia marcado o primeiro do River, Izquierdoz subiu junto em cobrança de falta, aos 15 do segundo tempo, e acabou cabeceando contra a própria rede para definir o empate no placar final.

Cuidado com a euforia... Pratto é letal

Juan Ignacio Roncoroni/EFE

A Bombonera fez festa com o primeiro gol e levou torcedores às lágrimas na comemoração, mas o estado de êxtase não foi prolongado. Contando o tempo desde a saída de bola do River e a arrancada de Pity Martínez, Pratto precisou de menos de 10 segundos para chutar rasteiro, no contrapé de Rossi, e empatar.

Os teóricos do futebol costumam mesmo dizer que a euforia é um perigo para os times que acabaram de marcar. Contratado junto ao São Paulo com o status de reforço mais caro da história do River, Pratto se mostrou letal na primeira grande chance que a defesa adversária o deixou ter.

Rivalidade portenha: a maior do mundo?

Marcelo Endelli/Getty Images

Há quem diga que esta rivalidade portenha é a maior do planeta. Exemplo disto foi um lance aos nove do primeiro tempo, quando Pity Martinez e Jara deram carrinho ao mesmo tempo em uma disputa de bola e se levantaram imediatamente, sem recorrerem à famosa "catimba" argentina.

reprodução/Fox Sports

Antes disso, enquanto os jogadores reservas do River Plate se dirigiam ao banco para o início da partida, a torcida xeneize tratou de saudá-los ao estilo de sua rivalidade: com uma "chuva" de penas.

Amilcar Orfali/Getty Images

A explicação é simples, já que os torcedores do Boca costumam se referir aos "millonarios" como "gallinas" ("galinhas"). Também foi possível ver diversos "fantasmas da Série B" nas arquibancadas.

Não caberia mais ninguém

Juan Ignacio Roncoroni

Toda imagem aérea de La Bombonera deixou claro que não caberia qualquer pessoa extra ali. Como previsto, o estádio esteve cheio de uma torcida pulsante. A festa começou com sinalizadores, fumaça, cantoria e bateria constante, mas o primeiro tempo terminou com euforia graças ao gol de Benedetto; ele fez a massa azul e amarela se esquecer temporariamente das melodias ensaiadas, que deram lugar à barulheira dos emocionados.

VAR não aparece

Juan Ignacio Roncoroni/EFE

A partida começou com o Boca Juniors pedindo pênalti após suposto toque de mão de um defensor do River. O lance no primeiro minuto deu a impressão de que este seria um jogo pautado por grandes polêmicas de arbitragem, mas a previsão inicial não se concretizou. Não houve interferência do VAR em decisões do trio de arbitragem chileno.

Sem chuva!

Juan Ignacio Roncoroni/EFE

Inicialmente previsto para acontecer no dia 10, o confronto de ida foi adiado por um dia em função da forte tempestade que caiu sobre a capital argentina e alagou o gramado da Bombonera no sábado. A meteorologia também indicava possível chuva para este domingo, mas a previsão não se confirmou. Não choveu durante os 90 minutos, embora as nuvens tenham assustado.

FICHA TÉCNICA
BOCA JUNIORS 2 X 2 RIVER PLATE

Data e hora: 11 de novembro de 2018, às 17h (de Brasília)
Local: La Bombonera, em Buenos Aires (Argentina)
Árbitro: Roberto Tobar (Chile)
Auxiliares: Christian Schiemann e Claudio Ríos (ambos do Chile)
Cartões amarelos: Jara, Villa, Ábila, Tévez (Boca); Casco, Borré (River)
Gols: Ábila, aos 33 minutos, e Benedetto, aos 45 do primeiro tempo (Boca); Lucas Pratto, aos 35 do primeiro tempo, e Izquierdoz (contra), aos 15 do segundo (River)

BOCA: Rossi; Jara (Buffarini), Magallán, Izquierdoz e Olaza; Pérez, Barrios e Nández; Pavón (Benedetto), Ábila e Villa (Tévez)
Técnico: Guillermo Schelotto

RIVER: Armani; Montiel, Maidana, Martinez (Ignacio) Fernández, Pinola e Casco, Enzo Pérez (Zuculini), Ezequiel Palacios e Gonzalo "Pity" Martínez (Quintero); Borré e Lucas Pratto
Técnico: Matías Biscay (Marcelo Gallardo cumpriu suspensão)

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