Pai, mãe e filhos: na família Hazard, todo mundo joga futebol

Rafael Reis

Do UOL, em São Paulo

  • Sean DempseyEFE

Na casa mais conhecida e admirada de Braine-Le-Comte, uma pequena cidade com cerca de 20 mil habitantes localizada na região francesa da Bélgica, jogar futebol não é uma opção. Mas sim, uma obrigação impressa nos genes.

É lá a residência oficial dos Hazard, uma das famílias mais boleiras de todo o planeta.

Eden, 25 anos, o filho mais velho de Thierry e Carine, é uma estrela internacional. É o camisa 10 do Chelsea, que enfrenta o PSG nesta quarta-feira por vaga nas quartas de final da Liga dos Campeões, já foi eleito o melhor jogador dos campeonatos Francês e Inglês, disputou Copa do Mundo e está na mira de Real Madrid e PSG para a próxima temporada.

Mas, para os Hazard, é só mais um entre tantos jogadores de futebol produzidos pela família que carregam esse sobrenome pelos gramados mundo afora.

Afinal, dois dos três irmãos de Eden também jogam bola profissionalmente. E o caçula está indo pelo mesmo caminho.

Thorgan, 22, o irmão mais conhecido do astro do Chelsea, já tem uma carreira bem estruturada. É titular do Borussia Mönchengladbach, da primeira divisão da Alemanha, e estreou pela seleção principal há três anos.

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Até oito meses atrás, imaginava que poderia ser parceiro de Eden na Inglaterra. Afinal, também era contratado do Chelsea. Só que os "Blues" preferiram emprestá-lo seguidas vezes até negociá-lo com o Gladbach.

Já Kylian, 20, ainda não descolou uma oportunidade em um time grande apesar do sobrenome pomposo que carrega nas costas. Menos talentoso que os irmãos, nunca defendeu a Bélgica nem nas categorias de base e precisou ir à Hungria para ter uma carreira como profissional.

Desde julho, defende o Újpest, quarto colocado do Campeonato Húngaro. E, nos últimos jogos, nem titular tem sido.

Há ainda o caçula Ethan, 13, que tenta seguir o mesmo caminho e também se tornar jogador profissional. O primeiro passo, ele já deu. Atualmente treina no Tubize, o mesmo time belga por onde passaram nas categorias de base seus três irmãos.

E engana-se quem pensa que o envolvimento dos Hazard com o futebol se resume aos integrantes dessa geração. Thierry e Carine, os patriarcas da família, também tiveram seus dias nos gramados.

O pai dos Hazard foi um jogador mediano que atuou na segunda divisão belga. E a mãe, a quem Eden costuma se referir como a melhor futebolista da família, foi uma das pioneiras do futebol feminino na Bélgica.

Carine jogou até os 26 anos. Abandonou a carreira quando estava grávida de três meses do primeiro filho. Trocou o futebol pela maternidade. E sentiu no corpo os primeiros chutes de Eden, Thorgan, Kylian e Ethan.

Afinal, ser um Hazard significa necessariamente jogar futebol.

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