Liga dos Campeões 2015/16

Barcelona supera ferrolho do Atlético e vence de virada no Camp Nou

Do UOL, em São Paulo

Como esperado, o Barcelona não teve vida fácil contra o Atlético de Madri nesta terça-feira (5), no confronto de ida das quartas de final da Liga dos Campeões. No Camp Nou, o atual campeão da Champions teve um primeiro tempo pífio, se soltou no segundo e arrancou a vitória de virada por 2 a 1. Fernando Torres fez o primeiro gol da partida e Luis Suárez virou o marcador.

O resultado deixa o Barcelona a vantagem do empate a partida de volta, que será realizada no Vicente Calderón, em Madri, na quarta-feira da próxima semana (13). Pelo gol marcado fora de casa, no entanto, basta ao Atlético uma vitória por 1 a 0 para avançar à semifinal.

Pau Barrena/AFP Photo

Quem arrasou: Neymar

O brasileiro Neymar entrou em campo disposto a deixar sua marca. Preso à ponta esquerda, o atacante infernizou Juanfran e quem quer que viesse na cobertura do lateral direito do Atlético de Madri. O camisa 11 mudou o jogo no segundo tempo, partindo para cima da defesa fechada do adversário e a desconstruiu sozinho, abrindo espaços para seus companheiros e iniciando a reação dos catalães. Ele apanhou e criou jogadas perigosas, como um cruzamento que quase virou gol de bicicleta de Messi e uma finalização colocada após cortar dois marcadores que foi no travessão de Oblak.

Sergio Perez/Reuters

Quem decepcionou: Fernando Torres

Faz tempo que Fernando Torres não é mais um dos melhores atacantes do mundo. Apesar do gol marcado nesta terça-feira, o centroavante deixou seu time na mão ao ser expulso no primeiro tempo, forçando que seus colegas se desdobrassem para aguentar a pressão do Barcelona com um jogador a menos por mais de 45 minutos. Se no 11x11 derrotar este Barça é um desafio, no 11x10 foi impossível. Boa parte da culpa disso cai no colo do veterano camisa 9.

Manso na primeira etapa, Suárez acorda e decide

Luis Suárez pouco fez nos 45 minutos iniciais. Perdido no meio das linhas do Atlético de Madri, o uruguaio mal pegou na bola e não criou sequer um lance perigoso. Assim como todo o Barcelona, o centroavante acordou no retorno dos vestiários, mostrando seu faro de artilheiro e salvando a noite para os catalães.

O jogo do Barcelona:

Vindo de uma derrota doída para o rival Real Madrid, o Barça encarou um adversário difícil que travou toda a fluidez tradicional ao seu estilo de jogo. No primeiro tempo, foram poucas as ocasiões em que os catalães entraram na área adversária com tranquilidade. Quando conseguiram isso, os comandados de Luis Enrique tinham poucos segundos para decidir o que fazer, sufocados pelos defensores do Atlético. Na etapa complementar, o ferrolho dos visitantes foi desmanchado e o Barcelona criou um número suficiente de chances de gol para virar e até fazer mais. 

Josep Lago/AFP Photo

O desempenho do Atlético de Madri:

Compactação é a palavra-chave para definir a atuação do Atlético de Madri. Azarão no Camp Nou, o time treinado por Diego Simeone jogou do começo ao fim com uma mentalidade defensiva, com as linhas de defensores e meio-campistas jogando muito próximas. A formação atrapalhou o jogo do Barcelona, mesmo após a expulsão de Fernando Torres na reta final do primeiro tempo. Quando os catalães trocavam passes no campo de defesa, o Atlético subia a pressão para atrapalhar a saída de bola. Do ponto de vista tático, os madrilenos tiveram um primeiro tempo irretocável, mas não teve pernas para aguentar 90 minutos no mesmo ritmo.

Manu Fernandez/AP Photo

Luis Enrique:

O técnico do Barcelona manteve seus comandados jogando de acordo com os princípios do clube: posse de bola, triangulações e pressão na saída de bola rival. Enquanto o Atlético tinha fôlego, seu time não funcionou muito bem, mas a insistência e ousadia do treinador, que tirou Rakitic e colocou o brasileiro Rafinha, jogador de mais presença ofensiva, deram resultado. 

Sergio Perez/Reuters

Diego Simeone:

O Atlético de Madri aprontou das suas: travou o ataque adversário e teve sucesso em contragolpes com poucos toques. Simeone seguiu seu plano durante os 90 minutos, mas a disciplina e entrega dos seus comandados acabou superada pela pressão e talento do Barcelona. Com um homem a menos, o treinador argentino se limitou a fazer trocas que mantivessem seu time com pique para acompanhar o rival na marcação.

Minuto Cruyff é celebrado no Camp Nou

No 14º minuto do primeiro tempo, um som se destacou vindo das arquibancadas do estádio do Barcelona. Como homenagem a Johan Cruyff, lenda do clube morta no último mês, a torcida catalã ficou um minuto inteiro aplaudindo, para lembrar o ex-jogador holandês.

FICHA TÉCNICA

BARCELONA 2 X 1 ATLÉTICO DE MADRI

Data: 05/04/2016
Local: Camp Nou, em Barcelona (Espanha)
Hora: 15h45 (de Brasília)
Cartões amarelos:Suárez e Mascherano (Barcelona); Fernando Torres, Koke, Lucas Hernández, Griezmann e Oblak (Atlético de Madri)
Cartão vermelho: Fernando Torres (Atlético de Madri)
Gols: Luis Suárez, aos 18min e aos 29min do segundo tempo (Barcelona); Fernando Torres, aos 25min do primeiro tempo (Atlético de Madri)

BARCELONA: Ter Stegen; Daniel Alves, Piqué, Mascherano e Jordi Alba; Busquets (Sergi Roberto), Rakitic (Rafinha) e Iniesta (Turan); Messi, Suárez e Neymar
Técnico: Luis Enrique

ATLÉTICO DE MADRID: Oblak; Juanfran, Lucas Hernández ,Godín e Filipe Luís; Gabi, Saúl (Correa), Koke e Griezmann (Partey); Carrasco (Augusto) e Fernando Torres
Técnico: Diego Simeone

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