Liga dos Campeões 2015/16

"Expulsão foi justa", diz Luis Enrique. Simeone ignora tema e exalta time

João Henrique Marques

Do UOL, em Barcelona

O momento mais polêmico do confronto entre Barcelona e Atlético de Madri desta terça-feira (5), pelas quartas de final da Liga dos Campeões, foi tratado de maneiras distintas pelos técnicos das duas equipes. A expulsão de Fernando Torres foi tema das entrevistas coletivas de Luis Enrique e Diego Simeone, mas cada um deles abordou o assunto de um jeito.

Enquanto Simeone se esquivou, Luis Enrique afirmou que o cartão vermelho foi merecido. "Eu vi como todos os torcedores do Barça. Foi claríssima, justa. Merecia o cartão e no final temos o que discutir", declarou. O técnico dos catalães também comentou que a vantagem numérica fez a diferença.

"Quem sabe sem a expulsão não aproveitaríamos como aproveitamos. Mas um time tão potente como o Atlético de Madri com 10 jogadores também é complicado demais. Tivemos tranquilidade e mérito", completou.

Simeone tomou um caminho diferente ao analisar o confronto e sequer mencionou a expulsão. O esperado discurso de reclamação foi trocado por elogios ao time.

"Sinto orgulho desse time. Contente de trabalhar com uma equipe valente, que em situação de dificuldade joga com coragem. Fizemos um ótimo primeiro tempo", disse Simeone.

"No segundo tempo, o Barcelona soube trocar bem os passes, se aproveitar da vantagem. Mas eu repito: estou honrado de trabalhar com esse grupo de jogadores", endossou.

A expulsão de Torres aconteceu aos 35 minutos do primeiro tempo, quando o Atlético de Madrid vencia o jogo por 1 a 0. O árbitro alemão Felix Brych mostrou o segundo cartão amarelo, seguido do vermelho, por uma falta cometida em Busquets no campo de defesa do Barça – o primeiro cartão veio 6 minutos antes por falta em Neymar.

Logo após a expulsão, Simeone mostrou revolta na linha de fundo: "Com o Torres não era, com certeza", disse após ser perguntado sobre o comportamento de raiva.

Ainda sobre o tema, o treinador argentino foi perguntado se havia pensado no discurso que adotaria, já que em nenhum momento ele criticou o árbitro.

"Estou dizendo tudo que quero dizer. Sem dúvidas. Os árbitros estão aí para decidir, e nós trabalharmos com a parte futebolística. Sobre outra coisa não posso opinar", finalizou.

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