Herói argelino escreve novo capítulo de "conto de fadas" do Leicester

Do UOL, em São Paulo

  • AFP PHOTO / EMMANUEL DUNAND

O argelino Riyad Mahrez, improvável protagonista do "conto de fadas" do Leicester na temporada passada, assegurou nesta quarta-feira (14) a vitória do time inglês por 3 a 0 contra o Club Brugge, da Bélgica, fora de casa, no primeiro jogo do clube na história da Liga dos Campeões. Está sentindo o cheirinho de zebra?

Foi aos 29 minutos da partida em Bruges que o meio-campista começou a brilhar. A essa altura, o Leicester já vencia o adversário por 1 a 0, gol de Albright. Falta na entrada da área, quase centralizada, mas um pouco descaída à direita: ideal para um canhoto, como Mahrez. O camisa 26 disparou no canto do goleiro, no ângulo, sem chance de defesa. Um golaço. 

Não foi só: o destaque também assumiu a responsabilidade de cobrar pênalti na etapa final, infração sofrida por Jamie Vardy. Da marca da cal, sem sustos, balançou a rede mais um vez. O armador andou calmo em direção à redonda, esperou Ludovic Butelle definir um lado e, com o rival em movimento, minimizou a chance de erro: bateu no meio da meta.

AFP PHOTO / EMMANUEL DUNAND

Quando o Leicester chegou à ponta do Campeonato Inglês na temporada passada, ninguém acreditou que sustentaria a colocação até o fim da disputa. Claudio Ranieri, técnico do time, é sincero ao admitir - e já o fez várias vezes: "Nem nós achávamos possível". Depois do "milagre" feito, do "conto de fadas (outra definição de Ranieri)" escrito, imaginou-se que o elenco passaria por desmanche. Não aconteceu: apenas o volante Kanté saiu rumo ao Chelsea.

Mahrez, aliás, esteve perto do Arsenal, pelo menos segunda imprensa local - o gigante de Londres teria estudado investir até R$ 180 mi na sua contratação. O comandante italiano logo fechou as portas: "Vocês têm visto como ele está feliz?", justificava Ranieri, ao afirmar ter certeza sobre a permanência do argelino. E acrescentava: "Ele não pode sair, é muito importante para nós. É a nossa fantasia. Podemos trabalhar duro, mas sem ele tudo muda". A convicção do comandante, em verdade, mais parecia um desejo. 

O meio-campista de 25 anos, no fim da novela, rejeitou as propostas milionárias e firmou novo contrato com o clube que o tirou da segunda divisão francesa. Depois de ser eleito o melhor jogador do Inglês da temporada passada, escreveu, nesta quarta, o primeiro capítulo de um novo "conto de fadas" - afinal, mais uma vez de acordo com Carlos Ranieri, o Leicester disputar a Liga dos Campeões com colossos da Europa é, a despeito do resultado final, algo próximo de uma fábula. 

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