Bayern leva virada na Rússia e Rostov vence a 1ª pela Liga dos Campeões

Do UOL, em São Paulo

  • Kirill Kudryavtsev/AFP

O clube russo Rostov, que estreia na Liga dos Campeões nesta temporada, assegurou vitória histórica e surpreendente por 3 a 2 sobre o Bayern de Munique, nesta quarta-feira (23), em jogo válido pela quinta rodada do Grupo D do torneio. O azarão bateu o time alemão de virada.

Douglas Costa abriu a contagem e, ainda no primeiro tempo, errou passe decisivo no lance do gol de empate de Azmoun. Poloz, de pênalti, virou. Juan Bernat tornou a deixar tudo igual. De falta, Noboa fechou a conta.

O Bayern entrou em campo já classificado ao mata-mata, mas com time titular porque ainda estava na briga pela ponta da chave. Com o resultado, estacionado nos 9 pontos, viu mais tarde o Atlético de Madri bater o PSV e, portanto, confirmar a posição a primeira posição. O vacilo, para o Bayern, custou caro: nas oitavas, poderá pegar um time forte. 

Com a sua primeira vitória na história do continental, o Rostov chegou a 4 pontos e é terceiro colocado. O encerramento do Grupo D acontecerá no dia 6 de dezembro, com embate entre Bayern e Atlético de Madri, na Alemanha, e confronto entre PSV e Rostov, na Holanda.

Douglas Costa fura retranca e coloca a bola no ângulo

Kirill Kudryavtsev/AFP

O Bayern encontrou dificuldades no primeiro tempo, devido à defesa bem ajustada do rival. As melhores oportunidades, não à toa, ocorreram em chutes de longa distância. Até que o português Renato Sánches, aos 35 minutos, costurou a retranca do Rostov pelo lado esquerdo do ataque, invadiu a área e cruzou rasteiro – cruzou mal, a bem da verdade. Foi aí que o zagueiro César Navas, com a bola dominada, deu uma ajudinha aos visitantes: rebateu para o lado e entregou a redonda nos pés de Douglas Costa, que finalizou de primeira, com o pé canhoto, em tiro forte e cruzado que entrou no ângulo do goleiro Daniliants.  

O pior: que fase, Boateng!

AFP PHOTO / CHRISTOF STACHE

Com o Bayern na frente do marcador, Boateng entrou em ação – a favor do Rostov, para o azar dos alemães. O zagueiro do time visitante tomou um drible humilhante aos 42 minutos do segundo tempo, daqueles em que o defensor fica sentado no chão, no lance do gol de empate marcado por Azmoun. A segunda metade mal havia começado quando o mesmo Boateng chegou atrasado na marcação de Noboa e cometeu pênalti. Poloz assumiu a responsabilidade de cobrar e o fez com calma: bola para o lado direito, Ulreich, goleiro substituto de Neuer caído para o canto esquerdo e 2 x 1 improvável dos anfitriões no placar.

Resposta rápida: Bayern joga água no chopp russo

A vantagem do Rostov na contagem, pelo menos desta vez, durou apenas três minutos. Aos 6, o francês Ribèry desceu pelo lado esquerdo do ataque, mesmo caminho do primeiro gol do Bayern, rolou para o espanhol Juan Bernat, que soltou a bomba de pé esquerdo para deixar tudo igual.

Os melhores: Poloz e Noboa 

KIRILL KUDRYAVTSEV / AFP

A dupla Poloz e Noboa, do Rostov, já havia funcionado no lance do pênalti - o segundo cavou o pênalti e o segundo converteu. Pouco depois o Bayern empatou. Mas as estrelas da noite estavam inspiradas. Aos 20 minutos, Poloz sofreu falta de Rafinha na entrada da área. Noboa assumiu a responsabilidade da cobrança, bateu por cima da barreira e recolocou o time da casa em vantagem. Um 3 a 2 que levou o estádio à loucura. 

Frio, muito frio no simpático estádio do Rostov

Bayern de Munique e Rostov jogaram na Rússia em um estádio abarrotado com apenas 16 mil pessoas – pequena capacidade para os padrões da Liga dos Campeões. A festa da torcida local, no entanto, foi bonita. Especialmente porque o time surpreendeu e chegou a liderar o placar contra o rival gigante. Nem o frio afastou o público: na hora da partida, a temperatura em Rostov do Don estava em -4ºC. Eles devem estar acostumados...

Bayern fica com a bola, Rostov assusta nos contragolpes

REUTERS/Maxim Shemetov

O desenho da partida era presumível: Bayern amassando os anfitriões no campo de ataque, e o Rostov fazendo o possível para se defender. Os números comprovam a tese: o time visitante teve 72% de posse de bola e finalizou 16 vezes contra a meta de Daniliants, sendo sete com perigo – duas delas resultaram em gols. O que não estava nos planos era a efetividade do clube russo nos contragolpes. Pior para o Bayern, que não somou nem um pontinho.

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