Pela primeira vez é Lucas, e não Neymar, o protagonista em um Barça x PSG

Do UOL, em São Paulo

  • FRANCK FIFE/AFP

O ano era 2011 e Lucas Moura e Neymar defendiam a seleção brasileira no Sul-Americano sub-20. O primeiro, com a camisa 10, foi um dos destaques do time, marcando três gols nos 6 a 0 do Brasil contra o Uruguai no jogo final do torneio. Mesmo assim, acabou ofuscado pelo segundo, artilheiro da competição com nove gols.

Até hoje, as histórias de Lucas e Neymar se entrelaçam. A vantagem costumava ficar sempre com o ex-santista. Até esta terça-feira (14), quando PSG e Barcelona se enfrentam pelas oitavas de final da Liga dos Campeões, às 17h45 (horário de Brasília), em Paris, com transmissão do Placar UOL. Pela primeira vez desde que a dupla chegou ao futebol europeu, um encontro entre os dois terá Lucas, e não Neymar, como maior protagonista.

Duas maiores vendas do futebol brasileiro

Não que o PSG seja favorito contra o Barcelona. O assunto aqui é o momento de cada jogador. Ambos foram para a Europa em 2013, nas duas maiores transferências da história do futebol brasileiro para o exterior. O Barcelona desembolsou quase 90 milhões de euros por Neymar. Já o PSG pagou 40 milhões por Lucas.

A diferença de valores já indicava o status que cada um teria. Lucas foi caro, mas chegou em um time do PSG lotado de estrelas, atuando com Ibrahimovic, Tiago Silva e David Luiz – todos mais valiosos que o recém-chegado. E demorou para conquistar uma vaga no time titular.

Com Neymar não foi assim. Ele chegou badalado, começou a se destacar rapidamente e, logo no primeiro confronto entre os dois, mostrou isso. Na Liga dos Campeões da temporada 2014/2015, foram quatro confrontos, dois na primeira fase, dois nas quartas de final. Foram três vitórias do time espanhol, com dez gols marcados. Neymar balançou as redes cinco vezes. Lucas passou em branco.

Lucas colocou Di Maria no banco

Nesta temporada, porém, as coisas mudaram. Principalmente para Lucas. Com a chegada do técnico espanhol Unai Emery e a saída do sueco Zlatan Ibrahimovic, o ex-São Paulo ganhou importância. Primeiro, porque o uruguaio Cavani, ao assumir o posto de centroavante de Ibra, deixou de ocupar um lugar nas pontas e a concorrência por uma vaga entre os titulares ficou menor.

Mais importante, porém, é que o esquema de Unai favorece ao brasileiro. Mais rápido e participativo na defesa do que Di Maria, por exemplo, Lucas se tornou o queridinho do novo comandante. E retribuiu isso com sua melhor temporada desde que deixou o Morumbi. Já são 14 gols e oito assistências em 34 partidas em 2016/2017. Na temporada passada, por exemplo, foram 13 gols e 5 assistências em 56 jogos.

Na janela de transferências do fim do ano (fechada em janeiro), o PSG chegou, inclusive, a fortalecer o setor de Lucas. Com a chegada do alemão Draxler, o técnico Unai teve de definir se Di Maria ou o brasileiro seguiriam no time. A escolha foi por Lucas.

Neymar troca gols por assistências

Enquanto isso, Neymar passa por uma mudança de estilos no Barcelona. Quando o uruguaio Luís Suarez chegou ao time, em 2014, o brasileiro passou de definidor para criador de jogadas. O número de gols a cada temporada mostra isso. Em 2014/2015, por exemplo, foram 39 gols em 51 jogos. Na temporada seguinte, o número caiu para 31 gols. Nesta temporada, são apenas dez gols até o momento.

As assistências, porém, estão aumentando. Com sete passes para gol, ele lidera a estatística na atual edição da Liga dos Campeões. Somando Campeonato Espanhol e Copa do Rei, são 19 assistências – se mantiver o ritmo, deve superar os 31 passes decisivos da última temporada.

Nada disso, porém, esconde o fato que são Messi e Suarez, e não Neymar, os principais artilheiros do Barcelona na temporada. No Campeonato Espanhol, por exemplo, a dupla soma 35 gols – mais do que 15 dos 20 clubes que disputam a competição já marcaram.

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