6 motivos para crer que virada sobre Juve é mais difícil do que contra PSG

João Henrique Marques

Do UOL, em Barcelona

O Barcelona mira o exemplo recente de virada histórica ao golear o PSG por 6 a 1 - perdeu o jogo de ida por 4 a 0 - para acreditar na possibilidade de superar a Juventus após a derrota por 3 a 0, na partida de ida pelas quartas de final da Liga dos Campeões. Só que conseguir o feito sobre o time italiano se mostra uma tarefa ainda mais complicada, apesar da necessidade de um gol a menos para levar o confronto aos pênaltis.  

O UOL Esporte listou uma série de motivos que mostram o tamanho do feito. A tradição, o desempenho, o intervalo entre os jogos e até a marcação em Neymar são vantagens da Juventus sobre o PSG. O confronto decisivo ocorre nesta quarta-feira, às 15h45min (de Brasília), no Camp Nou. Um triunfo por 3 a 0 do Barça leva a decisão às penalidades. Gol da Juventus obriga o time catalão a marcar ao menos cinco gols.

"Contra o PSG entramos calmos e ao mesmo tempo frenéticos. Não chegamos à perfeição. Agora precisamos fazer menos gols, mas considerando que eles vão marcar, nosso objetivo é balançar as redes em cinco vezes", disse o treinador do Barça, Luis Enrique, em entrevista coletiva na véspera do jogo.

Confira os motivos abaixo:

A campanha
Nada de Barcelona, Real Madrid ou Bayern de Munique. A Juventus tem o melhor retrospecto da competição. Em nove jogos, até o momento, a equipe segue invicta com sete vitórias e dois empates. O Barça tem seis vitórias e três derrotas. Ainda chama a atenção o fato do time italiano ter ganhado os quatro jogos realizados como visitante (1 a 0 frente ao Lyon, 4 a 0 contra o Dínamo de Zagreb, 3 a 1 no Sevilla e 2 a 0 diante do Porto).

Defesa: o ponto forte
Foram apenas dois gols sofridos pela Juventus na Liga dos Campeões. A tradicional eficiência defensiva italiana é o ponto forte do time. A dupla de zaga Chiellini e Bonucci é a titular da seleção europeia. Assim como o goleiro Buffon. Já o PSG chegava para o confronto com a marca de sete gols sofridos, em sete jogos.

Sem tempo para planejar
O Barcelona goleado pelo PSG teve quatro semanas de preparação para a virada. Ela foi fundamental para a consolidação de um novo esquema tático, saindo do 4-3-3 para o 3-4-3. A mudança foi realizada especificamente para o jogo da volta visando evitar contra-ataques, com a entrada de um novo zagueiro e a saída dos laterais, e ter maior volume ofensivo, com um jogador a mais no meio-campo. Diante da Juventus, o Barça teve apenas uma semana de intervalo da derrota por 3 a 0 e não tem novidades táticas para apresentar.

A ausência de Rafinha
O brasileiro foi o trunfo da mudança do Barcelona para o jogo da volta contra o PSG. A vaga ocupada na ponta direita possibilitou o esquema 3-4-3. No entanto, o meia sofreu lesão no joelho e está fora do final da temporada. Sergi Roberto foi quem o substituiu no jogo de ida contra a Juventus, em Turim. "Dá para dizer que o Rafinha possibilita o esquema. André Gomes, Denis Suárez, Iniesta, Arda Turan. Não há uma concorrência na posição. Pode ser o (Jordi) Alba, mas ainda assim não é igual", destacou Toni Padilla, repórter do jornal catalão Ara.

Marcação sobre Neymar
Daniel Alves deixou o gramado em Turim como um dos melhores em campo. O sucesso sobre Neymar aconteceu com a dobra realizada pelo colombiano Cuadrado e a eficiente sobra de Bonucci. O PSG usou o lateral direito belga Thomas Meunier para o mano a mano com Neymar e viu a dobra de Lucas Moura ser extremamente ineficiente. Os dois jogadores foram substituídos no segundo tempo, mas Aurier e Di Maria, os escolhidos para entrar, seguiram sem sucesso. A Juventus ainda tem no banco de reservas para o decorrer do jogo o lateral direito suíço Lichtsteiner, que constantemente se destaca pela função defensiva.

A tradição
Na história da Liga dos Campeões, a Juventus superou 34 das 42 eliminatórias em que partiu com vitória em casa. A última diante do Real Madrid, pela semifinal na temporada 2014/2015, ao empatar por 1 a 1 no Santiago Bernabéu - venceu a ida por 2 a 1 -. O time italiano busca a alcançar a 12ª semifinal. São oito finais disputada na história, com dois títulos. O PSG jamais alcançou uma semifinal de Liga dos Campeões.

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