Eliminação do Barcelona é triunfo pessoal de Daniel Alves

João Henrique Marques

Do UOL, em Barcelona

  • Shaun Botterill/Getty Images

    Daniel Alves consola Neymar após eliminação do Barcelona para a Liga dos Campeões

    Daniel Alves consola Neymar após eliminação do Barcelona para a Liga dos Campeões

Daniel Alves não foi recebido no Camp Nou com festa da torcida ou homenagens de dirigentes. A ideia de que se tratava de um adversário pela Juventus prevaleceu. Sobrou ao brasileiro a dura missão de superar os amigos do Barcelona. Algo que não teve dificuldades. O clube de Turim empatou por 0 a 0 e se garantiu na semifinal da Liga dos Campeões.

O lateral deixou a eliminatória como um dos principais jogadores. De muito sucesso no mano a mano com Neymar no jogo de ida em Turim, ao controle de bola e passes precisos na partida de volta. A eliminação do Barcelona é um triunfo pessoal do brasileiro que quis provar a capacidade de decidir jogando por outro clube.

No Barcelona, Daniel Alves fez 391 jogos, tendo conquistado incríveis 23 titulos. Por conta disso, na visao do jogador, foi ingratidão do clube a saída sem nenhuma homenagem.
 

 
Na volta ao Camp Nou, Daniel Alves optou pelo agradecimento. Beijou o escudo do Barcelona no gramado e abracou a vários funcionários. Por cumprimentar os integrantes da comissão técnica do Barça no banco de reserva perdeu até os segundos iniciais do jogo. Ficou claro que o rancor do brasileiro é somente com os dirigentes.


"Estou muito feliz por dentro, mas com uma sensação agridoce na classificação. É duro ver seus amigos sofrendo tanto. Espero que eles aprendam, pois é na derrota que crescemos", destacou Daniel Alves após o jogo.

Em ato final, o lateral deixou clara a solidariedade ao abraçar Neymar durante a crise de choro do atacante. Os dois foram inseparáveis no Barcelona, sendo Daniel Alves o responsavel pela adaptação do camisa 11 ao clube.

"Acredito que o Ney é bastante parecido comigo, a gente entrega tudo na profissão. Acredito que quando você não consegue depois de tanto esforço, de tanto querer, o choro é um pouco de insatisfação com a situação de ficar fora de uma competição tão importante como essa. Mas a gente, que vive essa competição, trabalha nessa profissão, sabe que a vida tem essas coisas, altos e baixos", disse o lateral.

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