"Rei" na Itália, saudades na Espanha: mídia europeia se rende a Dani Alves

Do UOL, em São Paulo

Se a classificação da Juventus para a semifinal da Liga dos Campeões foi conquistada por Paulo Sybala, a vaga na grande decisão é de Daniel Alves. Após dar o passe para os dois gols na vitória por 2 a 0 no primeiro jogo contra o Monaco, o brasileiro voltou a brilhar nesta terça-feira. Deu passe para o primeiro gol de Mandzukic e marcou o segundo ele mesmo, com um belo voleio, definindo mais um 2 a 0 para a Juventus sobre o time do Principado.

Não à toa, a imprensa europeia está aos pés do lateral direito. O Corriere della Sera, por exemplo, disse que o jogador é o rei da Liga dos Campeões – mesmo epíteto que os espanhóis usam para Cristiano Ronaldo. "Uma outra noite do Rei da Champions. Primeiro ele deu as caras com duas bolas roubadas do rápido Mcappe. Depois, a terceira assistência da semifinal, em cruzamento para Mandzukic. Seriam quatro se Dybala não tivesse desperdiçado uma chance clara. Com isso, ele pensou: vou eu mesmo: e com um belo voleio fez 2 a 0, definindo a partida", escreveu o jornal italiano.

A Gazzetta dello Sport também foi só elogios ao brasileiro. "Desta vez é o ex-Barcelona que vai ver sua foto nas manchetes – e não por ter mostrado suas tatuagens e o abdômen trincado na comemoração do 2 a 0. O primeiro tempo do brasileiro foi algo surreal. Talvez só os 45 minutos de Dybala contra o Barcelona em Turim se igualem", disse o diário esportivo. "A descrição perfeita quem deu foi Luis Enrique, que o conhece muito bem: ele cresce nas partidas mais importantes".

Na Espanha, os jornais olharam para a performance do lateral com saudade. No Marca, uma coluna sobre o jogo falava que "alguém em Barcelona não vai dormir hoje por causa de Daniel Alves". "O futebol deu razão a Dani Alves. O lateral da Juventus deixou Barcelona quando não se sentiu valorizado pela diretoria e, agora, o mundo do futebol não pensa duas vezes ao colocar o brasileiro como um dos melhores defensores do mundo", trouxe o periódico.

"Se na partida de ida o defensor da Juventus deu uma aula de potência, chegada no campo de ataque e compromisso em campo, no choque de volta não foi diferente. Em Monaco, deu duas assistências nos dois gols de seu time e, em seu estádio, fez um golaço e participou de outro", completou.

 

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