Calderón, Simeone e Griezmann. Duelo tem tom de despedida no Atl. de Madri

João Henrique Marques

Do UOL, em Barcelona

Um aparente desânimo toma conta do Atlético de Madri na busca pela virada contra o rival Real Madrid, nesta quarta-feira, às 15h45 (de Brasília), na partida de volta da semifinal da Liga dos Campeões. A reviravolta por 3 a 0 é tratada como improvável em jogo com tom de despedida. Ídolos como Diego Simeone e Griezmann parecem com os dias contatos. Mas nada vai doer mais do que o adeus ao Vicente Calderón.

O alçapão que abrigou o time por mais de 50 anos recebe o último jogo válido em competição continental. No local, o time sequer sofreu gol na atual edição da Liga dos Campeões e venceu todos os cinco jogos disputados. Na próxima temporada, a casa atleticana será o estádio Wanda Metropolitano.

Para animar os torcedores, nada do discurso tradicional de guerra de Diego Simeone. Pelo contrário, o treinador argentino deu mostras do desânimo que domina a equipe na véspera do jogo.

"Cada um é livre para crer no que quiser", destacou Diego Simeone ao ouvir um pedido de mensagem para a torcida do Atlético de Madri.

Simeone é o responsável direto pelos anos dourados do Atlético, com duas finais de Liga dos Campeões, um título do Campeonato Espanhol e um da Copa do Rei.  A permanência do treinador, no entanto, gera dúvida no clube.

O rumor de transferência para a Inter de Milão é forte. A possibilidade de assumir o comando da seleção da Argentina também.

"Procuro não pensar nisso (transferência)", destacou um quase monossilábico Simeone.

Nas últimas semanas, o Atlético ainda passou a conviver com a intensa especulação de saída de Griezmann. Jornais na Inglaterra e na Espanha já noticiam um acerto com o Manchester United.

"A sensação deixada pelo Griezmann é a mesma de Fernando Torres em 2006 que quis sair do clube após uma derrota no Calderón por 6 a 0 para ao Barça. Ele queria estar em um clube com planos ambiciosos. A escolha foi pelo futebol inglês e o projeto do Liverpool", destacou Bruno Alemany, repórter da rádio Cadena Ser de Madri.

A longo prazo, o Atlético faz planos de crescimento com o novo estádio. O problema é que investimentos modestos estão programados para a próxima temporada. E só a virada contra o Real Madrid parece ser capaz de segurar Simeone e Griezmann.

"Vamos defender uma geração vitoriosa. E o que falta para nos consolidar é uma grande virada", destacou o volante Gabi, um dos poucos com discurso otimista no clube.

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